Publicado em 17/08/2011 as 12:00am

Bar é processado por proibir entrada de imigrantes

Segundo a procuradora-geral do estado, Martha Coakley, o estabelecimento agiu com discriminação racial contra os irmãos Amilton e Adilson Batista

A Procuradora-Geral de Massachusetts, Martha Coakley, anunciou nessa semana, que estará abrindo uma ação judicial contra o bar e restaurante Peggy O’Neil’s Pub and Grille, em Dorchester – MA, por negar a entrada de imigrantes e negros.

O escândalo se iniciou no ano passado, quando um grupo de imigrantes chegou ao local para celebrar um aniversário.  Logo após adentrar o bar, o grupo foi informado que não poderiam  frequentar o local, ‘porque não eram bem-vindos’.  O aniversariante, que era caucasiano, entrou no bar primeiro e foi barrado no momento e que foi buscar os amigos, que incluíam imigrantes hispânicos e negros. Após reportar a discriminação, a Procuradoria-Geral investigou outras reclamações similares, que atentavam para o racismo do administradores do bar.

Segundo o processo movido pela procuradoria, o próprio dono do bar, Caron O’Neil proibiu a entrada do grupo. “ Quando eles perceberam que não ia ser possível comemorar a data no bar, eles se sentiram feridos, confusos e envergonhados” afirma a ação judicial, realizada no Suffolk Superior Court, segundo o jornal Boston Globe.

Segundo a procuradora-geral do estado, Martha Coakley, o estabelecimento incentiva discriminação contra as minorias, em especial os imigrantes. Segundo a ação, um outro grupo de amigos foi negado em Abril, pelo mesmo motivo. O processo busca a condenação do local por danos financeiros, penalidades civis, discriminação e a criação de uma política discriminatória no local. “ Ninguém que vive, trabalha ou visita Massachusetts deve estar sujeito à discriminação” afirmou Coakley, em comunicado para a imprensa.

A família O’Neil, que é proprietária do estabelecimento, nega as acusações, afirmando que ‘ninguém no bar está sendo instruído para discriminar as pessoas pela raça’. “ Absolutamente, nós não discriminamos ninguém. Somos um bar de bairro, diversas comunidades são a nossa base de clientes” disse ao jornal.

 Outra reclamação contra o bar, se refere ao imigrante Amilton Batista e um amigo negro, que visitaram o bar em dezembro passado, e foram barrados por ‘por conta da capacidade máxima de clientes ter sido atingida’. Segundo Amilton, eles testemunharam mais de 10 clientes brancos entrarem no local, logo após a negativa dos funcionários. Ambos foram questionados sobre a legalidade de status migratório no país e ainda foram informados que ‘teriam que pagar entre $10 e $15 para entrar’. Eles acharam estranho a cobrança do valor para entrar no bar e ainda mais pela indecisão do funcionário em informar o valor correto. O irmão de Amilton, Adilson Batista, visitou o local horas depois, e também foi barrado de entrar.

Procurada pelo jornal Brazilian Times, a direção do estabelecimento não pode ser contatada até o fechamento dessa edição.

Fonte: (da redação)