Publicado em 19/08/2011 as 12:00am

Brasileiro que cometeu massacre pode ter problemas mentais

Carlos Campos Jr responderá por triplo homicídio por assassinar, a facadas, os pais e uma sobrinha na terça-feira(16), em Harrison ? NJ. Sua fiança está estipulada em $3 milhões de dólares

Dois dias após a tragédia em Harrison – NJ, em que o brasileiro Carlos Campos Jr, assassinou os pais Carlos A. Campos-Trinidad, 56 anos, Ruth L. Pereira, 58 anos e  a sobrinha Gabriela Morales, de apenas 3 anos, novos detalhes vem à tona, ajudando a revelar os mistérios envolvendo o episódio. Segundo suspeitas dos investigadores, o jovem de 23 anos teria problemas mentais, e está em processo de avaliação de saúde mental.

Tudo começou na tarde de terça-feira (16), quando um brasileiro com manchas de sangue na roupa chegou à sede do Departamento de polícia da cidade de Harrison, em New Jersey e tentou avisar aos policiais sobre um crime que acabara de cometer. Ele não com seguiu explicar exatamente o que queria, pois falava um inglês pouco compreendido, mas uma equipe foi deslocada até o endereço citado pelo rapaz.

Ao chegar no local, que fica a três quarteirões do Departamento, os policiais constataram uma cena macabra e “inacreditável”. Ele encontraram os corpos de uma mulher, um homem e menina de apenas 3 anos de idade, respectivamente os pais e uma sobrinha do brasileiro que assumiu o crime.

Segundo o boletim policial, todos morreram com várias perfurações de faca. O brasileiro em questão, Carlos Campos Jr, foi preso e responderá por triplo assassinato. Os investigadores iniciaram as investigações para definir os motivos que levaram o brasileiro a cometer esta barbaridade. Os corpos foram encontrados em cômodos separados. A princípio, segundo explica o Procurador do Condado de Hudson, Edward DeFazio, acredita-se que o crime possa ter sido motivo por alguma briga familiar. “Mas não podemos afirmar nada ainda”, fala.

Os vizinhos descreveram o brasileiro para a polícia como um homem pacato, quieto, mas apresentava sintomas de depressão, pois estava com dificuldades para encontrar emprego. A irmão do assassino e mãe da vítima de 3 anos está no Haiti, e não foi localizada pelos investigadores, segundo informações do ativista comunitário, Paulo Ramos. O ativista, que tinha um relacionamento próximo com o pai do assassino, afirma que embora em choque, ele já sabia que a relação entre o pai e o acusado, não era muito boa. “ Sempre desconfiei por saber que o jovem estaria com um comportamento estranho em casa e com os residentes da cidade” disse Paulo, que também colabora com o BT na região de New Jersey. Carlos está passando por uma avaliação psiquiátrica no Ann Klein Psychiatric Hospital, e continua preso no local. Sua fiança está estipulada em $3 milhões de dólares, segundo informações do jornal Jersey Journal.  

Manuel Alves, um antigo vizinho que agora vivem em North Arlington, disse que a única noticia que teve do brasileiro foi há alguns meses. “Ele alegava que estava angustiado por estar desempregado”, lembra. “Fiquei muito preocupado com o estado mental de Carlos Jr. e tinha certeza de que ele estava enfrentando problemas de depressão”, continua.

O amigo da família conta que Ruth, há 10 anos deixou o trabalho para cuidar da casa e que o seu marido, Carlos trabalhou como mecânico em uma oficina na cidade de Newark, também em New Jersey.

Nixon de Jesus, um outro vizinho da família, disse que o brasileiro era muito calado e raramente conversava com as pessoas. “Ele apenas dizia ‘olá e adeus’.Pouco sabíamos do que ele fazia e sua vida era um mistério”, comenta com os olhos vermelhos de tanto chorar pelo ocorrido.

De acordo com DeFazio, o crime aconteceu na manhã do mesmo dia em que o rapaz se entregou à polícia. “Ele deve ter ficado na casa até à tarde quando foi procurar o departamento para contar o que havia feito”, explica. Os policiais encontraram a faca que o brasileiro utilizou para cometer o triplo assassinado.

Com uma audiência prévia do caso marcada para essa quinta-feira(18), Carlos não compareceu à Côrte por estar ainda passando por testes e exames de sanidade mental no Ann Klein Psychiatric Hospital.

A cidade de Harrison tem cerca de 14 mil habitantes e não é considerada, pelas autoridades, uma cidade violenta. O caso ocorre duas semanas após um grupo de brasileiros e autoridades policiais se reunirem na cidade Newark – NJ, para discutir uma melhoria na segurança do estado.

Fonte: (da redação)