Publicado em 26/08/2011 as 12:00am

Imigrante que matou 6 padres é preso em MA

O imigrante Inocente Orlando Montano, 69 anos, que estava entre os 20 salvadorenhos indiciados na Espanha pela chacina de seis padres jesuítas foi preso ontem, dia 23, em Massachusetts.

O imigrante Inocente Orlando Montano, 69 anos, que estava entre os 20 salvadorenhos indiciados na Espanha pela chacina de seis padres jesuítas foi preso ontem, dia 23, em Massachusetts. O massacre aconteceu em 1989 e o acusado vivia na cidade de Everett e foi detido por problemas de imigração.

O Ministério Público Federal disse que Montano fez declarações falsas quando fez a aplicação, em 2002, com pedido de proteção junto ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Este tipo de pedido garante que a pessoa permaneça sob a proteção norte-americana, caso não tenha condições de retornar em segurança para o seu país de origem (conflitos armados ou outras razões).

Segundo um agente do departamento de Imigração, Montano respondeu “não” a várias perguntas sobre o seu pedido, inclusive se ele já tinha servido em alguma unidade militar, paramilitar ou policial ou se tinha algum tipo de formação militar e conhecimento com armas. A resposta dita por ele foi mentira, pois ele é um ex-militar de El Salvador. “Ele respondeu que não tinha vinculo com nenhuma forças armadas em sete aplicações”, disse.

Montano serviu as forças armadas de El Salvador entre os anos de 1963 a 1994 e aposentou-se como Coronel. Ele vivia com seu próprio nome há cerca de 10 anos na cidade de Everett.

Os 20 suspeitos foram indiciados em maio deste ano por um juiz espanhol que apontou que eles além de serem responsáveis pelo assassinato dos seis padres jesuítas, mataram mais duas pessoas. Então foi emitido um mandato de detenção internacional, baseado nos princípios da jurisdição transfronteiriça, que permite o julgamento de certos crimes, mesmo que cometido em outros países.

Dos indiciados, nove se apresentaram no tribunal em El Salvador no início do mês, um morreu, agora Montano é preso e os demais não foram encontrados. O imigrante já havia negado a participação no assassinato.

Os seis sacerdotes trabalharam em uma universidade jesuíta e foram encontrados mortos no dia 16 de novembro de 1989, junto com a governanta e sua filha.

Fonte: (Texto por Luciano Sodré)