Publicado em 14/09/2011 as 12:00am

Imigrante de NY é enganado e perde $3 milhões

Um funcionário, o proprietário da loja e um terceiro homem arquitetaram uma maneira de retirar a bilhete das mãos do imigrante

No dia 3 de fevereiro deste ano,um homem entrou na N&K Quick Pick, no condado de Rockland, em New York, e comprou uma raspadela de $10. Para sua surpresa, o bilhete instantâneo estava premiado com $3 milhões (pouco mais de R$ 5 milhões). Mas ao comunicar a loja que havia sido contemplado com o prêmio, ele foi vítima de uma armação.

Sem saber pronunciar corretamente o idioma inglês, um funcionário, o proprietário da loja e um terceiro homem arquitetaram uma maneira de retirar a bilhete das mãos do imigrante. Esta denúncia foi feita pelo promotor do Condado, Thomas P. Zugibe. “Eles disseram ao ganhador que seria impossível retirar o prêmio devido estar vivendo ilegalmente nos EUA e isso ainda poderia lhe render uma deportação”, disse.

Conforme explica o promotor, o trio persuadiu o imigrante a entregar-lhes o bilhete sob a promessa de que em breve ele estaria de posse do dinheiro. Depois de esperar vários meses, e não receber nenhum centavo, o ganhador procurou o advogado Thomas Sassone.

Imediatamente o advogado abriu um processo contra o trio, que foi acusado de roubo em primeiro grau. O processo ainda está em andamento e os suspeitos de terem cometido o estelionato não se pronunciaram sobre o caso. O proprietário Riaz Khan vendeu a loja em julho. O nome dos outros dois envolvidos são Atif Ali e Mubeen Asharaf.

A porta-voz do New York Lottery, Carolyn Hapeman, disse que para evitar que terceiros roubem seus prêmios, o ganhador deve assinar seu nome no verso do bilhete. “Os funcionários da loteria não pedem status imigratório dos ganhadores”, salientou.

A maior parte do dinheiro foi depositada em uma conta bancária que as autoridades já bloquearam. Acredita-se que o verdadeiro ganhador receba este dinheiro, mas é preciso esperar o desenrolar do processo e a decisão do juiz. “Não queremos prejudicar ninguém. Meu cliente apenas quer o que é seu de direito”, disse o advogado do imigrante.

Fonte: (da redação)