Publicado em 3/10/2011 as 12:00am

Com "In-State Tuition" em CT, brasileiro se diz confiante

Lucas Codognolla, de 20 anos, é o protagonista de uma história clássica de estudante indocumentado

O brasileiro Lucas Codognolla, 20 anos, é o protagonista de uma história clássica de estudante indocumentado. Atualmente, ele trabalha em dois para conseguir custear as despesas da universidade em Stamford, Connecticut. Seguindo a determinação de ser o primeiro em sua família a ganhar o diploma de bacharel, o seu sonho está se concretizando graças à uma nova lei que concede o “In-State Tuition” para os estudantes indocumentados.

Lucas conta que ao concluir a High School (segundo grau no Brasil), ele sentiu como se tivesse batido de encontro a um muro, pois pelo fato de ser imigrante indocumentado, não teria qualquer tipo de incentivo por parte do Governo Federal. “Você tem sonhos se cursar uma faculdade, e por motivos financeiros, tudo se torna mais difícil”, fala.

Mas hoje, graças a nova lei, aprovada em maio deste ano, Lucas pode cursar a UConn (Universidade de Connecticut). “Por causa do meu status como estudante em situação irregular, eu estava impossibilitado de dar prosseguimento aos estudos e meus sonhos estavam sendo esmagados pelas alta taxas que teria que pagar por causa de meu status imigratório”, lembra.

Mesmo sob centenas de criticas e manifestos de oposição, a lei foi aprovada, abrindo vaga para que estudantes indocumentados, em Connecticut, possam ter acesso a um custo menor para ingressar na faculdade. Os defensores do projeto alegaram quem a sua aprovação não acarretaria nenhum impacto no estado. Parece que eles estavam certos, pois atualmente, o governo do estado registrou que até o momento apenas nove indocumentados estão sendo beneficiados pelo “In-State Tuition” em diversos campus da região. O Connecticut State University System relatou menos de 10 alunos utilizando o programa.

Lucas, que conseguiu se matricular no Norwalk Community College, corre atrás do seu bacharelado na UConn, o que seria impossível se não houvesse a nova lei. “Eu venho de uma família de seis irmãos, incluindo uma irmã que também está recebendo ajuda através do programa. “A medida (In-State Tuition) está nos ajudando muito e abriu portas que antes pareciam estar fechadas”, fala emocionado.

Para conseguir a ajuda do governo, ele teve que apresentar algumas exigências, tais como ter cursado pelo menos quatro anos em uma escola de ensino médio no estado e assinar uma declaração afirmando sua vontade de buscar cidadania no país. Com a aprovação, Lucas pagará cerca de $8,256.00 (pouco mais de R$ 15 mil). Isso significa um terço do que ele teria que pagar se não houvesse o “In-State Tuition”.

Lucas vive nos EUA desde os nove anos de idade e garante que depois da lei, tornou-se mais confiante em seu próprio potencial. “Hoje tenho certeza de que posso ir muito mais além”, fala ressaltando que além dele, muitos outros estudantes poderão seguir o mesmo caminho graças à aprovação do “In-State Tuition”.

Fonte: (Texto por Luciano Sodré)