Publicado em 12/10/2011 as 12:00am

Médico brasileiro lidera manifesto em NY

O carioca Alexandre Carvalho é um dos organizadores dos protestos que tomaram conta da Wall Street, centro financeiro do mundo

Os protestos anticrise que se iniciaram na Wall Street, em New York, há duas semanas, e se espalharam por outras cidades dos Estados Unidos ganhou a mídia pela forma como a policia nova-iorquina agiu contra os manifestantes. Eles utilizaram spray de pimenta e prenderam cerca de 100 pessoas. Pelo menos 50 delas ainda continuam detidas.

Entre os manifestantes detidos está o médico carioca, Alexandre Carvalho, 28 anos, que afirmou estar protestando contra “as injustiças do sistema financeiro dos Estados Unidos”. Ele chegou em New York em setembro de 2009 para fazer mestrado em Saúde Pública Global. Ele atua como consultor do grupo Sem Fronteiras, em um projeto que visa levar água saudável para o Quênia, na África.

Ele disse que desde o início estava presente no manifesto que mais de 150 pessoas e como objetivo, ocupar a Wall Street, centro financeiro dos EUA e do mundo. No início, o médico disse que recebera um convite para participar do grupo, mas acabou tornando-se um dos organizadores do comitê chamado de “Occupy Wall Street”.

Segundo ele, os manifestantes agiam de forma pacífica, conforme pode ser visto em alguns vídeos espalhados pela internet. Alexandre disse que a ação policial deixou alguns integrantes do movimento feridos, pois foram arrastados pelas ruas. Ele foi liberado horas mais tarde depois de sua detenção.

Alexandre fala que ele, e sua namorada, a também brasileira, Vanessa Zettler, estavam dormindo todas as noites, desde o início do manifesto, na Wall Street. “Nós estávamos proibidos de protestar na Wall Street, por isso ocupamos a Broadway. Como a polícia montava barricadas, fomos obrigados a desviar”, disse ressaltando que as prisões e agressões por parte dos policiais aconteceu na Union Square.

O médico relata que foi preso no momento em que foi ajudar uma amiga atingida por spray de pimenta. Depois ele foi algemado e colocado em um camburão com mais 16 pessoas, sem ventilação.

Fonte: (Luciano Sodré)