Publicado em 17/10/2011 as 12:00am

Brasileiros contam como é ser garçom nos EUA

A profissão de Garçom é uma das mais comuns entre os imigrantes nos EUA, porém é preciso atender a várias peculiaridades para ser bem sucedido na função

Por Larissa Gomes


A profissão de Garçom é uma das mais comuns entre os imigrantes nos EUA, porém é preciso atender a várias peculiaridades para ser bem sucedido na função. A simpatia, o bom humor, e a educação são algumas das características citadas pelos entrevistados na continuação da série de reportagens sobre profissões de imigrante.

Poliana Martins, residente há sete meses em Everett (MA), natural de Belo Horizonte (MG) diz que a profissão ensina a lidar com o público."Gosto de atender os clientes, aprendemos a lidar com diferentes personalidades de pessoas. Já o que me desagrada é quando dependo do trabalho de outros colegas, por exemplo, quando o restaurante está cheio e o cozinheiro demora para atender os pedidos, o cliente fica impaciente, mas fora isso, amo o que faço", diz.

A garçonete ganha em média U$ 360,00 por semana, incluindo gorjetas, trabalha seis dias na semana e diz que o salário é suficiente, mas reclama dizendo que poderia ser melhor. "Sempre podemos ganhar mais, mas acho justo o que ganho", complementa Poliana.

Talita Daltoe, residente há cinco anos em Everett (MA), natural de Criciúma (SC) diz que ser garçonete ajuda a melhorar o aprendizado da língua inglesa."Atendo muitos americanos, por isso meu inglês agora é fluente, essa profissão é uma das melhores para quem acabou de chegar aos EUA", revela.

Talita diz que clientes gostam do atendimento dela e que muitos ligam pedindo para serem atendidos pela catarinense."Nem sempre podemos agradar os clientes. Muitas vezes pedem o que não podemos fazer, como misturar comidas, mas eles adoram meu atendimento", completa.

Felipe Chagas, residente há cinco anos em Malden (MA), natural de Governador Valadares (MG), diz que trabalha há dois anos como garçom e que chega a ganhar U$ 1.000,00 por semana. "Sou um dos garçons mais antigos da casa. Fiz muitas amizades. Os clientes sempre me chamam para festas e tenho uma relação de proximidade com eles que é muito saudável", revela.

Felipe diz que já foi mal tratado por clientes e que certa vez discutiu com um. "Não deixo ninguém me humilhar, falei para meu chefe que o cliente estava sem razão e tudo ficou bem. Tento sempre levar na brincadeira, mas tem vezes é difícil", relata.

Segundo Felipe agradar o freguês nem sempre é fácil. "Uma vez atendi 20 pessoas em uma mesa, perguntei se a conta seria junta ou separada, não me responderam. No final queriam tudo separado, mudaram de ideia seis vezes, quase enlouqueci, mas faz parte", diz o mineiro.

Felipe revelou que às vezes os clientes armam para não pagarem a conta e colocam objetos dentro do prato, como cabelo e insetos. "Sempre damos desconto na conta, todos os cozinheiros trabalham com touca no cabelo, mas pode acontecer de um fio cair na comida, mas insetos é impossível, sempre sabemos quando é truque ou verdade".

Jogo de cintura é primordial para lidar com os clientes segundo os entrevistados pelo BT.  E seguir o ditado que o cliente tem sempre razão também é importante. Para quem gosta de lidar com o público, ser garçom é uma boa escolha na hora de procurar um emprego.

Fonte: (da redação)