Publicado em 30/11/2011 as 12:00am

Brasileiros protestam contra salários atrasados

O manifesto aconteceu na Peabody Square, em frente ao prédio onde fica o restaurante e contou com apoio de alguns membros da comunidade

Um grupo de ex-funcionários brasileiros realizaram no início da manhã de segunda-feira (28), um manifesto em sinal de protesto por salários atrasados. Segundo os manifestantes, o Fire Bull Restaurant, na cidade de Peabody, em Masssachusetts, e seu proprietário estão com dívidas que ultrapassam os US$15 mil referentes a pagamentos dos trabalhadores.

O manifesto aconteceu na Peabody Square, em frente ao prédio onde fica o restaurante e contou com apoio de alguns membros da comunidade, parentes dos ex-funcionários e representantes de entidades que defendem os direitos do trabalhador.

Em um comunicado protesto, os manifestantes só pediam “justiça e respeito pelos serviços prestados e que os trabalhadores deram duro para ganhar cada centavo e que o proprietário, Glaydes Coelho, tem a obrigação de arcar com os pagamentos”.

O proprietário do restaurante não quis se pronunciar, mas o seu advogado, Willian Heney, afirmou, por telefone, que existe uma investigação sobre o caso realizado pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. “Não é adequado que o meu cliente ou até mesmo eu, comente o caso”, finalizou.

O restaurante fechou de forma repentina, no final agosto, após a tempestade Irene e deixou alguns funcionários com salários pendentes. A representante do Centro do Imigrante Brasileiro, Lydia Edwards, disse que apesar de grande parte da comunidade brasileira ter conhecimento do assunto, a cidade de Peabody desconhecia o que estava acontecendo. “Este manifesto serviu para mostrar a todos a real situação dos trabalhadores”, explicou.

Segundo Lydia, os manifestos continuarão até que os trabalhadores sejam ouvidos e recebam os seus direitos. “O proprietário mentiu para os funcionários, pois disse que fecharia as portas para a tempestade Irene e que na segunda-feira seguinte reabriria as portas, mas não foi isso que aconteceu”, ressalta.

Fonte: (da redação)