Publicado em 9/01/2012 as 12:00am

Brasileiros são acusados de estupro a bordo de Cruzeiro

A bordo do maior navio de Cruzeiro do mundo, o Royal Caribbean, dois brasileiros tentaram violentar sexualmente uma menina de apenas 15 anos de idade

O maior navio de cruzeiro do mundo, o Royal Caribbean, foi palco de dois estupros durante uma viagem de 10 dias nas festas de Final de Ano. Os dois episódios envolveram brasileiros, os quais estão presos na Flórida, onde aconteceu os supostos crimes.

O primeiro caso envolveu uma menina de 15 anos de idade, a qual estava em uma parte do navio destinada a adolescentes. Ela teria sido seduzida por dois homens, um de 20 anos e um jovem de 15, ambos brasileiros. Segundo relataram alguns jornais de língua inglesa que tiveram acesso aos processos, a vítima teria sido levada à uma cabine de passageiro e violentada sexualmente.

O escritório do xerife do Condado de Broward divulgou uma nota explicando que a vítima estava no clube para adolescentes e foi abordada pelo brasileiro mais novo, o qual lhe convidou para ir à sua cabine onde supostamente estaria havendo uma festa. “Ela o seguiu acreditando que encontraria alguns amigos lá”, relatou.

Ao entrar na cabine, ela foi surpreendida por Luiz Scavone, 20 anos, e segundo as informações, os dois brasileiros a impediram de sair do local. O brasileiro de 15 anos teria tirado a roupa e obrigado a vítima a fazer sexo oral com ele e em seguida ambos a estupraram. “A adolescente tentou várias vezes fugir das investidas dos brasileiros, mas não conseguiu”, citou o escritório do xerife.

Os dois foram detidos e entregues ao departamento de polícia de Fort Lauderdale. Luiz teve seu passaporte retido e foi liberado sob fiança, mas com uma tornozeleira eletrônica. O brasileiro também ficou impedido de aplicar para um novo passaporte. Para tomar esta decisão o juiz citou o caso do policial David Brito, de Boynton Beach, que fugiu para o Brasil após ter seu passaporte preso e conseguido uma segunda via.

A apreensão do passaporte se deve ao fato de que muitos brasileiros tem cometido crimes nos Estados Unidos e fugido para o Brasil, de onde não podem ser extraditados.

Os EUA tentam há décadas firmar um tratado de extradição com o Brasil, mas no entanto,  a constituição brasileira proíbe que cidadãos brasileiros sejam extraditados para serem julgados em outro país.

O segundo caso de estupro no navio aconteceu no dia 1º de janeiro, quando um brasileiro por volta de 40 anos de idade teria assediado e depois violentado sexualmente e espancado uma estudante universitária norte-americana. A jovem foi medicada por enfermeiros no navio e submetida a exames de estupro.

Ao contrário do que aconteceu no primeiro caso, o brasileiro foi liberado e está no Brasil, de onde não poderá ser extraditado, caso seja comprovado o estupro.

Fonte: (da redação)