Publicado em 11/01/2012 as 12:00am

'Sexo foi consensual', diz tio de brasileiro

Eles foram presos após uma adolescente americana de 15 anos dizer que foi forçada a fazer sexo numa cabine do navio

Advogado e parente dos dois brasileiros presos nos EUA acusados de estuprar uma garota de 15 anos num cruzeiro afirmam inocência e que a relação sexual foi consensual.

Eles foram presos na última semana, após a americana dizer ter sido forçada a fazer sexo numa cabine do navio Allure of the Seas, o maior do gênero.  Segundo o tio de um dos presos, um jovem de 15 anos morador de Ponta Grossa (PR), ele conheceu a garota na boate do navio no cruzeiro de nove dias.

Na última noite, antes do retorno a Fort Lauderdale (Flórida), o garoto convidou-a para ir a sua cabine, os dois fizeram sexo e ela foi embora, diz o tio.  Ele afirma que o outro brasileiro preso, o paulistano Luiz Antonio Scavone Neto, 20, também estava na cabine. Ele havia convidado outra garota, que logo foi embora.  "Ele é uma criança. Eles foram para o quarto e transaram. Em nenhum momento teve persuasão. Depois, pressionada pela família, ela disse que foi estuprada. A mãe dela é advogada", afirmou.

O tio diz que o navio tem câmeras e a família pretende usar as imagens para mostrar que houve consentimento.  À polícia, a garota disse ter pensado que encontraria amigos, mas, na cabine, foi forçada pelos brasileiros a fazer sexo. Ela prestou depoimento e passou por exame clínico.

David Raben, advogado de Scavone Neto, diz "ele vai se declarar inocente quando for formalmente acusado", em audiência na próxima semana. Ele garantiu à Justiça que o jovem não tem antecedentes, estuda (no Mackenzie) e "é de boa família no Brasil".

Na semana passada, Scavone Neto foi levado ao tribunal local, que reteve seu passaporte e fixou fiança de US$ 10 mil (R$ 18,2 mil). Mesmo se pagá-la, ele não deve ser liberado por pendências com a imigração --o juiz ordenou que ele, se solto, seja monitorado por GPS. "Os dois foram separados pela polícia, mas as declarações foram exatamente idênticas. Estamos atordoados, é uma injustiça o que está sendo feito com eles", disse o tio.

O garoto está num centro de jovens infratores e só poderá falar com a família em breve. Na Justiça americana, adolescentes podem ser julgados e condenados como adultos. O tio afirma que os pais permanecem nos EUA, desesperados.

Fonte: (Agência Folha)