Publicado em 13/05/2012 as 12:00am

Brasileiro renuncia à cidadania dos EUA

Eduardo Saverin, o brasileiro que ajudou a fundar o Facebook, renunciou à cidadania americana com a proximidade da abertura de capital da rede social. A provável razão para deixar de ser cidadão americano é que assim Saverin pagará menos impostos. As info

Eduardo Saverin, o brasileiro que ajudou a fundar o Facebook, renunciou à cidadania americana com a proximidade da abertura de capital da rede social. A provável razão para deixar de ser cidadão americano é que assim Saverin pagará menos impostos. As informações são do site americano "Bloomberg".

Com o processo de abertura de capital, o Facebook passará a valer muito mais – alguns analistas preveem que o valor de mercado da companhia poderá chegar a US$ 100 bilhões. Logo, Saverin terá que pagar mais impostos, uma vez que seus rendimentos serão maiores. Ainda não há data para a abertura de capital, porém o processo pode ser atrasado em função de uma investigação da Comissão Federal de Comércio.

Apesar da renúncia de cidadania, que foi registrada em setembro de 2011 e ainda está em processo de avaliação, Saverin terá que pagar uma espécie de taxa pelos ganhos que teve enquanto cidadão americano.

"Eduardo concluiu que é mais prático tornar-se cidadão de Cingapura, pois ele pretende ficar no país por tempo indeterminado", disse Tom Goodman, um porta-voz de Saverin, em um comunicado publicado pela "Bloomberg".

Atualmente, Saverin vive em Cingapura. Não há taxas sobre rendimentos de capitais estrangeiros para moradores no país. A cobrança de impostos só ocorre quando o capital é valorizado em Cingapura. Nascido no Brasil, Saverin, 30, foi um dos estudantes de "Harvard" que ajudou Zuckerberg a criar o Facebook. Atualmente, estima-se que ele tem 4% de ações da rede social.

Eduardo Saverin foi para os Estados Unidos em 1992. Sua família era dona da TipTop, marca de roupas infantis, e resolveu sair do Brasil em função de ameaça de sequestro. De acordo com seu porta-voz, Saverin tornou-se cidadão americano oficialmente em 1998. 

Fonte: Brazilian Times