Publicado em 16/05/2012 as 12:00am

Marilene Silva não foi presa em casa de massagem

Os investigadores informaram que os "books" tinham nomes de várias garotas que trabalhavam no local, inclusive o "schedulle"

Os investigadores informaram que os "books" tinham nomes de várias garotas que trabalhavam no local, inclusive o "schedulle"

Luciano Sodré

O jornal Brazilian Times publicou na edição de segunda-feira (14), uma reportagem sobre o fechamento de uma casa de massagem e a prisão de duas brasileiras. Na realidade, apenas uma brasileira foi presa, a Natália Ramos Silva, 25 anos. A outra brasileira citada na matéria (Marilene Silva, 39 anos), não foi detida e apenas era a atendente do estabelecimento.

Ela procurou a redação do Brazilian Times para explicar o equívoco ocorrido na matéria. Segundo Marilene, ela não tinha nada a ver com as massagens e outros serviços que aconteciam no local. A publicação do seu nome como sendo uma das presas foi um erro de informação.

Edwardo Nuzzo, superintendente da Divisão de Serviços Inspecionais de Somerville, disse que a proprietária do estabelecimento, Doralice "Nice" Silva, era alvo de uma investigação que estava em andamento há alguns meses. "Agora ela não poderá mais abrir um negócio na cidade", disse ele.

Segundo os investigadores, Nice não estava no momento em que a prisão foi efetuada, mas os policiais ligaram para ela exigindo que ela fosse ao local. Assim que chegou, foi informada que seriam levados um "books" e os certificados.

Os investigadores informaram que os "books" tinham nomes de várias garotas que trabalhavam no local, inclusive o "schedulle" de tudo que acontecia, desde o período em que a casa foi aberta. Quanto aos certificados, eles acreditam que não são verdadeiros, mas já foram passados para que a perícia analise cada um.

A proprietária também não foi presa, pois não houve flagrante contra ela, a qual também não será julgada. Apenas Natália Ramos, que se apresentou como "Sasha" ao policial disfarçado, foi presa em flagrante e responderá por crime de prostituição. Ela foi liberada mediante o pagamento de uma fiança.

O CASO

Segundo o boletim de ocorrência, no dia 09, os policiais encontraram um anúncio suspeito em um site de anúncios na internet. Um dos investigadores ligou para o número citado na propaganda e entrou em contato com Natália, a qual teria lhe cobrado US$80 por uma hora de serviços de massagem.

O investigador foi até o número 503 da Medford Street em Somerville. O policial pagou US$80 para Natália.

Segundo o investigador, Natália começou massagear primeiro as suas nádegas. Depois ela o virou e começou fazer massagem na região genital do policial, o qual interrompeu o trabalho e ela lhe perguntou se era a sua primeira. O detetive respondeu que sim e lhe deu mais US$20. "Foi então que a brasileira ofereceu sexo por US$500 da próxima vez que eu voltasse ao local", conta.

Foi então que o detetive deu o sinal e uma equipe de policiais entrou no local e deu voz de prisão para Natália. Segundo o departamento de polícia da cidade, este tipo de prisão vem se tornando comum na região. 

Fonte: Brazilian Times