Publicado em 16/05/2012 as 12:00am

Secure Communities não é lei do Arizona

CTIB realiza, hoje, reunião para explicar o programa e tranquilizar a comunidade

CTIB realiza, hoje, reunião para explicar o programa e tranquilizar a comunidade

Luciano Sodré

O "Secure Communities", que entrou em vigor nesta terça-feira (15), deixou muito brasileiros assustados e uma grande maioria evitou até sair de casa. O medo tomou conta, pois muitos desconhecem os ítens do programe e acabam o comparando com a Lei SB1070, do estado Arizona, na qual os policiais tem autorização de parar qualquer pessoa na rua pelo simples fato de achar que seu perfil é de imigrante.

O programa "Secure Communities" foi criado para promover a segurança pública nos Estados Unidos, e se aplica a todas as pessoas, inclusive cidadãos norte-americanos. Os policiais serão obrigados a reportar todas as suas abordagens aos seus superiores e coletar impressões de digitais de todos.

A preocupação do brasileiro que evitou sair de casa no dia da ativação do programa era ser parado na rua por um policial. Mas, supostamente, isso não é para acontecer, pois o programa determina que apenas pessoas paradas em blitz ou alguma ocorrência policial tenha sua impressão digital coletada e repassada aos órgãos federais, tais como Immigration and Customs Enforcement (ICE) e FBI.

A orientação de advogados e de alguns ativistas é para que os brasileiros tenham cuidado ao dirigir e evitem fazer bagunça em suas casas para que os vizinhos não chame a polícia. "Eu aconselho que os imigrantes procurem morar próximo dos trabalhos", fala o presidente da Central do Trabalho Imigrante Brasileiro dos Estados Unidos (CTIB/Us), Márcio Porto.

Ele está preparando uma reunião para forçar o governo do estado a lutar contra o programa ou exigir que mudanças sejam feitas para evitar que o medo se propague. "Não é momento para ficar assustado, pois o Secure Communities será aplicado apenas em quem cometer infrações no trânsito ou se envolver em algum crime", ressalta.

Márcio explica, ainda, que a entidade realizará nesta quarta-feira (16), uma reunião com membros da comunidade para explicar alguns ítens do programa e tentar tranquilizar os brasileiros. "Não é motivo para pânico e sim entender o programa e saber como não se envolver nele", fala.

Além de Márcio, os ativistas Jorge Costa e José Pena, estarão falando sobre o assunto. Também garantiram presença Maria Lúcia, representando a Comunidade Católica de Framingham. Os interessados em participar da reunião podem entrar em contato através do telefone (978) 201-1692. 

Fonte: Brazilian Times