Publicado em 17/08/2012 as 12:00am

Brasileiro de 16 anos assina contrato profissional de beisebol

Um brasileiro de apenas 16 anos é o mais novo contratado da milionária MLB (Major League Baseball), a liga profissional de beisebol que conta com times dos Estados Unidos e do Canadá. Natural da pequena Bastos, de apenas 20 mil habitantes e conhecida como

Um brasileiro de apenas 16 anos é o mais novo contratado da milionária MLB (Major League Baseball), a liga profissional de beisebol que conta com times dos Estados Unidos e do Canadá. Natural da pequena Bastos, de apenas 20 mil habitantes e conhecida como "capital do ovo", no interior de São Paulo, Luiz Gohara assinou um contrato de seis anos no valor total de US$ 880 mil com o Seattle Mariners. O acordo foi fechado nesta terça-feira, na sede da Condeferação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), em Ibiúna, São Paulo.

- Estou bem feliz - diz por telefone ao GLOBO o tímido adolescente, que afirma não ter ídolos no beisebol. - Meu sonho é chegar no topo do esporte.

Torcedor do Corinthians, Luiz Gohara trocou o futebol pelo beisebol cedo. Nascido em uma cidade com forte influência japonesa, começou a jogar aos seis anos. Com arremessos que chegam a 96 mph, o jovem que estuda no 1º ano do Ensino Médio já é considerado um fenômeno para a idade e teve mais de uma dezena de olheiros de times americanos o observando no Brasil.

- Ele não tinha a idade mínima de 16 anos, que completou em 31 de julho, e não podíamos nem falar de contrato - revela o pai, também chamado Luiz Gohara, que trabalha numa cooperativa de produtores de ovos. - Mas existe essa expectativa desde o ano passado, quando vários olheiros vinham observá-lo.

Nos Estados Unidos, para onde vai viajar sozinho, Luiz Gohara não vai encontrar uma realidade muito diferente da atual. Ele mora sozinho há um ano e meio no Centro de Treinamento da CBBS, em Ibiúna, também interior de São Paulo.

- A gente acompanha e aconselha porque ele é muito novo. Viver sozinho num pais diferente é muito difícil - destaca o pai. - A gente não pode se empolgar muito. Tem muita luta pela frente.

Fonte: Brazilian Times