Publicado em 14/09/2012 as 12:00am

Brasileiro celebra legalização com \"Ordem de Obama\"

Felipe Mendes recebeu a notificação com o A-Number e a convocação para fazer o \"finger printer\". Ele contou com a ajuda da CTIB para preencher o formulário

Felipe Mendes recebeu a notificação com o A-Number e a convocação para fazer o "finger printer". Ele contou com a ajuda da CTIB para preencher o formulário

Luciano Sodré

Depois de 16 anos de espera, o estudante brasileiro Felipe Mendes, 18, festeja o início da sua legalização nos Estados Unidos. Na quarta-feira, ele recebeu uma carta do Departamento de Imigração com o A-Number e convocando-o para fazer o "finger printer". Em uma entrevista, ele contou ao Brazilian Times como recebeu a notícia e quais os seus planos de agora em diante.

Felipe disse que não esperava que o processo fosse tão rápido, pois ele entregou a aplicação no dia 31 de agosto e 14 dias depois já recebeu o comunicado de que tudo estava aprovado e que agora passará para os trâmites finais. "Não sei explicar o tamanho da minha felicidade", fala.

Natural de Anápolis (Goiás), ele tinha apenas dois anos e meio, em 1996, quando chegou aos Estados Unidos, trazido pelos pais. Desde então, Felipe mora com a sua família na cidade de Shrewsbury, em Massachusetts, onde também concluiu a high school.

Logo que concluiu o ensino médio, Felipe iniciou um curso de Técnico em Computação,mas estava sempre preocupado em como seguir os estudos devido a falta de documentos. "Mas agora tudo mudou, sou uma pessoa livre e posso correr atrás dos meus sonhos", festeja emocionado.

A mãe de Felipe, a "social worker" Sandra Mendes, disse que no dia em que a Ordem Executiva assinada pelo presidente Barack Obama entrou em vigor (15 de agosto), ela foi atrás de um advogado para saber o que poderia fazer. "Mas acabei mudando de ideia depois que vi que a Central do Trabalhador Imigrante Brasileiro nos Estados Unidos (CTIB/US), é bastante organizada e está preocupada em realmente resolver o nosso problema e não foca o dinheiro", disse ela

, é bastante organizada e está preocupada em realmente resolver o nosso problema e não foca o dinheiro", disse ela

Ela ressalta que no início, algumas pessoas a alertou que o processo poderia dar errado, devido não estar procurando um profissional especializado. "Mas quando entrou no escritório da entidade, em Marlborough, percebi que todos estavam errados e o que eu vi foi um profissionalismo muito grande", fala.

A goiana faz questão de ressaltar que todos os funcionários que a receberam estavam capacitados e aptos a sanar qualquer dúvida. "Um advogado me orientou sobre quais os documentos eu deveria apresentar e, assim que sai, fui para casa em busca do que ele me pediu", fala acrescentando que em seguida voltou à sede da CTIB e entregou tudo para o preenchimento do formulário. "O mais interessante foi que paguei apenas $100 por todo o processo", disse.

O presidente da entidade, Márcio Porto, disse, por telefone, que também não esperava que o processo fosse acontecer tão rápido. "Mas isso é uma prova de que estamos fazendo o serviço de maneira correta e as pessoas que precisarem de ajuda pode nos procurar", acrescenta. Ele explica que os membros da CTIB estão imbuídos em torná-la cada vez mais forte e respeitada, tanto na comunidade brasileira quanto entre as autoridades norte-americanas.

Para mais informações sobre o trabalho da CTIB é só ligar no telefone (508) 490-9900

Fonte: Brazilian Times