Publicado em 10/10/2012 as 12:00am

Brasileiro está a um passo da pena de morte

Após três semanas de julgamento acusado de ser o mentor das mortes do construtor civil, Vanderlei Szczepanik, sua esposa Jaqueline e o filho Christopher, de sete anos de idade, o mineiro de Ipaba, José Carlos Oliveira Coutinho, foi condenado por triplo as

da redação

Após três semanas de julgamento acusado de ser o mentor das mortes do construtor civil, Vanderlei Szczepanik, sua esposa Jaqueline e o filho Christopher, de sete anos de idade, o mineiro de Ipaba, José Carlos Oliveira Coutinho, foi condenado por triplo assassinato.

O corpo de jurados, que ficou aterrorizado com os testemunhos e a crueldade com que a família foi assassinada, também condenou Coutinho por roubo, pois ele pegou o cartão de Vanderlei para sacar dinheiro. O crime aconteceu em Omaha, no estado de Nebraska.

Um dos comparsas de Coutinho, o também ipabense Valdeir Gonçalves, acabou fazendo um acordo com a promotoria e confessou e crime. Ele se tornou uma das mais importantes testemunhas e durante o seu depoimento, deixou todos emocionados e revoltados quando relatou os detalhes do crime.

O outro acusado, Elias Lourenço Batista, conseguiu escapar do julgamento, pois foi deportado para o Brasil antes da justiça ter provas de que ele era um dos envolvidos no assassinato.

O júri, composto por oito homens e quatro mulheres, determinou três fatores importantes que agravaram o caso: assassinatos múltiplos, assassinatos cometidos com intenção de lucro e dois assassinatos para encobrir o primeiro.

Agora está nas mãos do juiz do Condado de Douglas, Thomas Otepka, que terá a incumbência de realizar uma audiência com três juízes onde Coutinho poderá ser condenado a pena de morte.

OUTROS ACUSADOS

Como Valdeir resolveu assumir o crime e ajudar a justiça, ele terá uma pena mais branda e poderá ser condenado a prisão de 20 anos, o que pode ser reduzido para 10, baseada nas leis do estado. A sentença será dada em dezembro deste ano.

Já o terceiro acusado, Elias, poderá ficar impune do crime, pois está no Brasil e o país não extradita seus cidadãos para responderem por crimes em outro país. Mas o promotor John Alagaba disse que o julgamento agora terá como foco a sua extradição (de Elias).

Ele explica que existe um pedido de prisão feito junto à Interpol chamado (Red Flag Noitice", e que segundo o promotor, este pode ser o único meio de conseguir a extradição de Elias.

O advogado Don Klein disse que as autoridades brasileiras sabem onde está Elias e que se ofereceram para prendê-lo, "mas isso é um processo muito caro para conseguir a extradição".

Fonte: Brazilian Times