Publicado em 15/10/2012 as 12:00am

Brasileira morre durante viagem ao Brasil

A família de Dimitria Rocha Carvalho ainda está inconformada com a morte da jovem de 21 anos. Ela morreu durante uma viagem de volta ao Brasil depois de ficar nove meses internada em um hospital na Flórida, nos Estados Unidos. A brasileira, moradora de Ta

Brasileira de 21 anos morreu durante viagem de volta dos Estados Unidos. Ela havia sofrido um acidente de trânsito e ficou nove meses internada.

A família de Dimitria Rocha Carvalho ainda está inconformada com a morte da jovem de 21 anos. Ela morreu durante uma viagem de volta ao Brasil depois de ficar nove meses internada em um hospital na Flórida, nos Estados Unidos. A brasileira, moradora de Taubaté, no interior de São Paulo, foi vítima de um acidente de trânsito em Pompano Beach, no mês de janeiro.

Dimitria morreu em Manaus na última terça-feira (9). O corpo chegou a Taubaté por volta das 3h deste sábado (13) e foi velado no Cemitério Parque das Paineiras, no bairro Gurilândia. Parentes e amigos prestam homenagens. A mãe dela fez um discurso emocionado por mais de 10 minutos. Uma comunidade evangélica realizou uma celebração religiosa no velório. O sepultamento foi feito as 13h.

O primo da estudante, Luiz Donizette Rosa, avalia o caso como negligência do hospital. Dimitria ficou internada no North Broward Medical Center de Pompano Beach, na Flórida, onde vivia com o namorado. "O hospital queria se livrar da paciente. No meu ponto de vista foi isso. O hospital disse que o avião seria equipado para o caso dela, mas isso não ocorreu", disse ao G1.

Rosa relata ainda que no início do atendimento a Dimitria, o hospital tratou a paciente muito bem, mas com o passar do tempo a situação mudou. "Quando descobriram que o valor do seguro dela não iria cobrir o tratamento, o hospital começou a tentar insistentemente trazê-la para o Brasil", contou.

Negociação
A mãe da jovem, que não quis falar com a reportagem, confirmou a parentes que na última semana tentou negociar com o hospital que a jovem ficasse mais 30 dias internada, mas que não obteve sucesso.

Logo após a negativa, ela procurou as autoridades brasileiras no país entre quinta (4) e sexta-feira (5) para obter orientação se o traslado poderia ser feito, mas não obteve retorno. A dívida com a unidade hospitalar estaria em aproximadamente US$ 4 milhões.

Evandro Luiz Assis, padrasto de Dimitria, acredita que uma sucessão de falhas culminou na morte da enteada, já que a vinda para o Brasil não estava autorizada. "Eu acredito que essa morte poderia ter sido evitada. Não tinha UTI móvel no avião e só uma enfermeira fez o acompanhamento", revelou.

O noivo de Dimitria e a mãe da jovem também estavam na aeronave. "Se não tivesse esse transporte da Dimitria, a recuperação seria questão de tempo, porque o pior já tinha passado", disse Assis

Outro lado
O G1 entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores e foi informado que uma funcionária do Consulado Brasileiro em Miami foi até o hospital onde Dimitria estava internada, no dia 12 de abril, e teria orientado a família quanto a dívida da internação.

Segundo o Itamaraty, a família foi orientada a escrever uma carta para administração do hospital relatando a dificuldade em arcar com o tratamento e procurar a assessoria jurídica do Consulado. Ainda de acordo com o governo brasileiro, nenhum outro registro foi feito depois desse contato.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que não há dispositivos legais para que as autoridades brasileiras arquem com altos valores financeiros para os turistas que estejam no país norte-americano.

Entenda o caso
Dimitria Rocha Carvalho estudava Engenharia Mecânica na Universidade de Taubaté (Unitau) e desde março do ano passado estava em Pompano Beach, na Florida, onde foi morar com o namorado para estudar inglês por um ano e meio.


Dimitria Rocha Carvalho estudava Engenharia Mecânica na Universidade de Taubaté (Unitau) e desde março do ano passado estava em Pompano Beach, na Florida, onde foi morar com o namorado para estudar inglês por um ano e meio.

Quase um ano depois da chegada ao país, no dia 24 de janeiro de 2012, ela se envolveu em um acidente de trânsito.

A moto que pilotava bateu de frente com um carro. No acidente, ela teve a veia cava perfurada, lesão nos tendões dos dois braços, danos no fígado e no baço, além de uma fratura no fêmur. A jovem passou três meses na UTI e sofreu 11 intervenções cirúrgicas.

Ela apresentava evolução no quadro de saúde, mas durante a recuperação sofreu uma parada cardiorrespiratória no quarto, teve de ser reanimada e voltou para a UTI do hospital. Após a reabilitação, a família teria sido convencida a trazê-la de volta ao Brasil em um avião adaptado com UTI e que viria diretamente para São Paulo.

Porém, segundo a família, um jatinho improvisado foi usado para fazer o transporte e teria que fazer três paradas para abastecimento. Na primeira escala em Manaus, na última terça-feira (9), Dimitria não resistiu e morreu.

Dimitria morreu em Manaus na última terça-feira (9). O corpo chegou a Taubaté por volta das 3h deste sábado (13) e foi velado no Cemitério Parque das Paineiras, no bairro Gurilândia. Parentes e amigos prestam homenagens. A mãe dela fez um discurso emocionado por mais de 10 minutos. Uma comunidade evangélica realizou uma celebração religiosa no velório. O sepultamento foi feito as 13h.

O primo da estudante, Luiz Donizette Rosa, avalia o caso como negligência do hospital. Dimitria ficou internada no North Broward Medical Center de Pompano Beach, na Flórida, onde vivia com o namorado. "O hospital queria se livrar da paciente. No meu ponto de vista foi isso. O hospital disse que o avião seria equipado para o caso dela, mas isso não ocorreu", disse ao G1.

Rosa relata ainda que no início do atendimento a Dimitria, o hospital tratou a paciente muito bem, mas com o passar do tempo a situação mudou. "Quando descobriram que o valor do seguro dela não iria cobrir o tratamento, o hospital começou a tentar insistentemente trazê-la para o Brasil", contou.

Negociação
A mãe da jovem, que não quis falar com a reportagem, confirmou a parentes que na última semana tentou negociar com o hospital que a jovem ficasse mais 30 dias internada, mas que não obteve sucesso.

Logo após a negativa, ela procurou as autoridades brasileiras no país entre quinta (4) e sexta-feira (5) para obter orientação se o traslado poderia ser feito, mas não obteve retorno. A dívida com a unidade hospitalar estaria em aproximadamente US$ 4 milhões.

Evandro Luiz Assis, padrasto de Dimitria, acredita que uma sucessão de falhas culminou na morte da enteada, já que a vinda para o Brasil não estava autorizada. "Eu acredito que essa morte poderia ter sido evitada. Não tinha UTI móvel no avião e só uma enfermeira fez o acompanhamento", revelou.

O noivo de Dimitria e a mãe da jovem também estavam na aeronave. "Se não tivesse esse transporte da Dimitria, a recuperação seria questão de tempo, porque o pior já tinha passado", disse Assis

Outro lado
O G1 entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores e foi informado que uma funcionária do Consulado Brasileiro em Miami foi até o hospital onde Dimitria estava internada, no dia 12 de abril, e teria orientado a família quanto a dívida da internação.

Segundo o Itamaraty, a família foi orientada a escrever uma carta para administração do hospital relatando a dificuldade em arcar com o tratamento e procurar a assessoria jurídica do Consulado. Ainda de acordo com o governo brasileiro, nenhum outro registro foi feito depois desse contato.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que não há dispositivos legais para que as autoridades brasileiras arquem com altos valores financeiros para os turistas que estejam no país norte-americano.

Entenda o caso
Dimitria Rocha Carvalho estudava Engenharia Mecânica na Universidade de Taubaté (Unitau) e desde março do ano passado estava em Pompano Beach, na Florida, onde foi morar com o namorado para estudar inglês por um ano e meio.


Dimitria Rocha Carvalho estudava Engenharia Mecânica na Universidade de Taubaté (Unitau) e desde março do ano passado estava em Pompano Beach, na Florida, onde foi morar com o namorado para estudar inglês por um ano e meio.

Quase um ano depois da chegada ao país, no dia 24 de janeiro de 2012, ela se envolveu em um acidente de trânsito.

A moto que pilotava bateu de frente com um carro. No acidente, ela teve a veia cava perfurada, lesão nos tendões dos dois braços, danos no fígado e no baço, além de uma fratura no fêmur. A jovem passou três meses na UTI e sofreu 11 intervenções cirúrgicas.

Ela apresentava evolução no quadro de saúde, mas durante a recuperação sofreu uma parada cardiorrespiratória no quarto, teve de ser reanimada e voltou para a UTI do hospital. Após a reabilitação, a família teria sido convencida a trazê-la de volta ao Brasil em um avião adaptado com UTI e que viria diretamente para São Paulo.

Porém, segundo a família, um jatinho improvisado foi usado para fazer o transporte e teria que fazer três paradas para abastecimento. Na primeira escala em Manaus, na última terça-feira (9), Dimitria não resistiu e morreu.

Dimitria morreu em Manaus na última terça-feira (9). O corpo chegou a Taubaté por volta das 3h deste sábado (13) e foi velado no Cemitério Parque das Paineiras, no bairro Gurilândia. Parentes e amigos prestam homenagens. A mãe dela fez um discurso emocionado por mais de 10 minutos. Uma comunidade evangélica realizou uma celebração religiosa no velório. O sepultamento foi feito as 13h.

O primo da estudante, Luiz Donizette Rosa, avalia o caso como negligência do hospital. Dimitria ficou internada no North Broward Medical Center de Pompano Beach, na Flórida, onde vivia com o namorado. "O hospital queria se livrar da paciente. No meu ponto de vista foi isso. O hospital disse que o avião seria equipado para o caso dela, mas isso não ocorreu", disse ao G1.

Rosa relata ainda que no início do atendimento a Dimitria, o hospital tratou a paciente muito bem, mas com o passar do tempo a situação mudou. "Quando descobriram que o valor do seguro dela não iria cobrir o tratamento, o hospital começou a tentar insistentemente trazê-la para o Brasil", contou.

Negociação
A mãe da jovem, que não quis falar com a reportagem, confirmou a parentes que na última semana tentou negociar com o hospital que a jovem ficasse mais 30 dias internada, mas que não obteve sucesso.

Logo após a negativa, ela procurou as autoridades brasileiras no país entre quinta (4) e sexta-feira (5) para obter orientação se o traslado poderia ser feito, mas não obteve retorno. A dívida com a unidade hospitalar estaria em aproximadamente US$ 4 milhões.

Evandro Luiz Assis, padrasto de Dimitria, acredita que uma sucessão de falhas culminou na morte da enteada, já que a vinda para o Brasil não estava autorizada. "Eu acredito que essa morte poderia ter sido evitada. Não tinha UTI móvel no avião e só uma enfermeira fez o acompanhamento", revelou.

O noivo de Dimitria e a mãe da jovem também estavam na aeronave. "Se não tivesse esse transporte da Dimitria, a recuperação seria questão de tempo, porque o pior já tinha passado", disse Assis

Outro lado
O G1 entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores e foi informado que uma funcionária do Consulado Brasileiro em Miami foi até o hospital onde Dimitria estava internada, no dia 12 de abril, e teria orientado a família quanto a dívida da internação.

Segundo o Itamaraty, a família foi orientada a escrever uma carta para administração do hospital relatando a dificuldade em arcar com o tratamento e procurar a assessoria jurídica do Consulado. Ainda de acordo com o governo brasileiro, nenhum outro registro foi feito depois desse contato.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que não há dispositivos legais para que as autoridades brasileiras arquem com altos valores financeiros para os turistas que estejam no país norte-americano.

Entenda o caso
Dimitria Rocha Carvalho estudava Engenharia Mecânica na Universidade de Taubaté (Unitau) e desde março do ano passado estava em Pompano Beach, na Florida, onde foi morar com o namorado para estudar inglês por um ano e meio.


Dimitria Rocha Carvalho estudava Engenharia Mecânica na Universidade de Taubaté (Unitau) e desde março do ano passado estava em Pompano Beach, na Florida, onde foi morar com o namorado para estudar inglês por um ano e meio.

Quase um ano depois da chegada ao país, no dia 24 de janeiro de 2012, ela se envolveu em um acidente de trânsito.

A moto que pilotava bateu de frente com um carro. No acidente, ela teve a veia cava perfurada, lesão nos tendões dos dois braços, danos no fígado e no baço, além de uma fratura no fêmur. A jovem passou três meses na UTI e sofreu 11 intervenções cirúrgicas.

Ela apresentava evolução no quadro de saúde, mas durante a recuperação sofreu uma parada cardiorrespiratória no quarto, teve de ser reanimada e voltou para a UTI do hospital. Após a reabilitação, a família teria sido convencida a trazê-la de volta ao Brasil em um avião adaptado com UTI e que viria diretamente para São Paulo.

Porém, segundo a família, um jatinho improvisado foi usado para fazer o transporte e teria que fazer três paradas para abastecimento. Na primeira escala em Manaus, na última terça-feira (9), Dimitria não resistiu e morreu.

Fonte: Brazilian Times