Publicado em 15/10/2012 as 12:00am

Mourisso explica ideia de Conselho de Cidadãos

O pastor Walter Mourisso esteve na redação do jornal Brazilian Times para falar sobre a sua ideia de um "Conselho de Cidadão" no estado de Massachusetts. Na semana passada, um jornal de língua portuguesa com circulação em algumas cidades, citou que o past

Ele também comentou ironia e sarcasmo publicados em um jornal que citou que "é fácil ser pastor" nos EUA

da redação

O pastor Walter Mourisso esteve na redação do jornal Brazilian Times para falar sobre a sua ideia de um "Conselho de Cidadão" no estado de Massachusetts. Na semana passada, um jornal de língua portuguesa com circulação em algumas cidades, citou que o pastor estaria desinformado, pois já existia um conselho atuando na região, criado pelo próprio Consulado-Geral do Brasil em Boston.

Mourisso ressalta que a sua ideia não é ter um conselho criado à quatro paredes, com membros escolhidos pelo Cônsul e alguns funcionários do órgão. O que o pastor apresentou e quer apresentar para as autoridades brasileiras é a criação de um "Conselho de Cidadãos", onde a comunidade participe, escolhendo os membros, através do voto.

Outro ponto citado pelo pastor foi que a matéria publicada pelo jornal em momento algum procurou informar e sim "atacar" de forma direta e indireta a sua imagem. "Não sei o motivo pelo qual o repórter que escreveu sobre o assunto usou palavras tão agressivas, chegando a dizer que eu sou uma pessoa desconhecida e não tenho projetos para a comunidade", fala.

O pastor acrescenta que tanto ele quanto o diretor do jornal foram candidatos para o cargo de conselheiro no CRBE e Mourisso, "mesmo desconhecido como citou o jornal", obteve mais de 300 votos, tornando-se um dos suplentes da entidade. Já o outro candidato não teve mais que 50 votos. "Se eu não sou conhecido, quem tem 50 votos é o que?", indaga.

Voltando ao assunto da criação de um Conselho de Cidadãos, o pastor reforça a ideia de que a comunidade deve ter uma participação mais ativa na sua criação e em suas atividades. "No jornal foi citado que este conselho já existe, mas ande pelas ruas e converse com os brasileiros. Poucos sabem de sua existência e o que realmente ele faz", disse.

A ideia de Mourisso, segundo ele mesmo explica, é fazer como em outros países. Ele cita a Grécia, onde os candidatos apresentam seus nomes e a comunidade escolhe, através de email, pessoalmente ou telefone, quem ela acha melhor para o cargo. "Em Massachusetts isso não acontece, pois jamais vi uma eleição aberta deste conselho", fala ressaltando sua estima e respeito pelo Consulado e que apenas quer propor uma maneira de conduzir o conselho.

Outro país é o Canadá, que recentemente apresentou os nomes dos candidatos ao cargo, em algumas cidades. "Então, por que não adotarmos este estilo e deixar que a nossa comunidade escolha os seus representantes", fala acrescentando que o jornal em momento algum o procurou, conforme citou na matéria. "Eles jamais me ligaram ou tentaram outro tipo de contato", complementa.

Para saber como acontece a escolha dos membros dos Conselhos de Cidadãos de outros países, é só fazer uma busca no Google, usando a expressão "conselho de cidadãos, eleição". "Estou a disposição para conversar e espero que o fato de apresentar uma ideia não seja tida por algum jornal como algo errado, pois desta forma estaremos vivendo em um mundo de ditadores onde ninguém pode expressar suas opiniões", fala.

O que o pastor quer, conforme a entrevista, é que a comunidade possa participar na escolha dos membros do Conselho e de alguma forma ser informada de suas atividades e o que ele está oferecendo para ajudar as pessoas. "Acho que isso não é difícil", conclui.

QUALQUER UM PODE SER PASTOR

Quanto ao ponto que o jornal citou que em Massachusetts qualquer um pode se intitular pastor evangélico, Mourisso ressalta que quem escreveu a matéria foi infeliz e ao mesmo tempo atacou as comunidades evangélicas. "Eu sei que podem existir alguns em nosso meio que não passaram pelos cursos exigidos", fala explicando que da mesma forma tem muitos jornalistas que jamais passaram por uma faculdade. "Mas nem por isso vamos criticar, pois se eles fazem um bom trabalho, porque menosprezar?", continua. 

Fonte: Brazilian Times