Publicado em 24/10/2012 as 12:00am

Crowne Plaza começa pagar trabalhadores brasileiros

Cerca de 150 garçons, garçonetes, e bussers estarão recebendo, nesta semana, uma parte de um acordo feito com a direção do Crowne Plaza Hotel, em Pittsfield (Massachusetts). O valor de US$1,3 mi (pouco mais de R$ 2.6 milhões) é fruto de um processo movido

da redação

Cerca de 150 garçons, garçonetes, e bussers estarão recebendo, nesta semana, uma parte de um acordo feito com a direção do Crowne Plaza Hotel, em Pittsfield (Massachusetts). O valor de US$1,3 mi (pouco mais de R$ 2.6 milhões) é fruto de um processo movido por eles para cobrar encargos trabalhistas e gratificações obrigatórias pagos pelos clientes durante a realização de banquetes e reuniões de negócio no hotel.

Segundo o advogado dos trabalhadores, Paul Holtzman (Krokidas & Bluestein LLP, em Boston), "este acordo assegura que a justiça foi feita e os funcionários serão compensados pelos trabalhos realizados".

O advogado ressaltou que todos ficaram satisfeitos pelo fato da direção da empresa ter se colocado à disposição para resolver a questão. "Mas casos semelhantes de funcionários que trabalham e não recebem estão acontecendo em outros hotéis, todos os dias", fala acrescentando que todos devem procurar seus direitos independente da situação imigratória no país. "Quem não buscar jamais receberá seu dinheiro", disse.

O acordo feito em fevereiro deste ano, beneficia funcionários que serviram clientes durantes banquetes entre novembro de 2006 a junho de 2010. Do valor de US$1,3 mi, um total de US$850 mil serão distribuídos entre os funcionários e o restante servirá para cobrir custos advocatícios e despesas relacionadas.

O valor de cada cheque foi baseado na quantidade de horas que cada funcionário trabalhou nos banquetes. A direção do hotel não contestou a decisão judicial em determinar o valor e a data para que fosse pago.

Um ex-funcionário disse que está ansioso para pegar o seu cheque no valor de US$32 mil (pouco mais de R$ 66 mil). Anne (que preferiu omitir seu sobrenome), usará o dinheiro para custear estudos e seguir a carreira como veterinária. Ela também salientou que guardará um pouco para pagar os estudos da filha. "Isso realmente mudou a minha vida", disse.

Debra Lafram Boise disse que não sabia que tinha qualquer direito e sempre desconfiava dos valores dos cheques pagos. Ela trabalhou no hotel em 2005 e 2006 e agora trabalha em uma escola para crianças com necessidades especiais na cidade de Pittsfield. "Usarei o cheque, que já recebeu na segunda-feira (22), para pagar as dívidas", afirma.

Segundo Anthony Chavarry de Dalton, funcionário que serviu como denunciante, um terço da taxa de serviço era retida pela empresa. Conforme a lei estadual de Massachusetts, garçons, cantores e outros ganham US$2,63 por hora como salário mínimo, mas seus patrões devem prover meios para que este valor alcance US$8.00.

Entre os trabalhadores beneficiados estão imigrantes de vários países, inclusive do Brasil.

Fonte: Brazilian Times