Publicado em 31/10/2012 as 12:00am

Brasileiros nos EUA relatam passagem da tempestade Sandy

Cerca de 8 milhões de endereços estão sem energia no país, diz o governo. Mais de 25 pessoas morreram nos EUA e no Canadá

Cerca de 8 milhões de endereços estão sem energia no país, diz o governo. Mais de 25 pessoas morreram nos EUA e no Canadá

da redação

Brasileiros que vivem nos Estados Unidos relataram a passagem da supertempestade Sandy pela Costa Leste dos EUA e do Canadá. Segundo autoridades dos dois países, mais de 25 pessoas morreram. Mais de 8 milhões de lares e comércios, em 18 estados, se encontram sem eletricidade, informou o governo federal.

Sandy perdeu força nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (30), enquanto prosseguia seu trajeto pelo leste dos Estados Unidos, mas ainda pode provocar fortes ventos e inundações, alertam as autoridades meteorológicas.

O casal cearense Rafael Lopes e Lisiane Linhares, que mora em Nova Jersey, disse que os momentos em que a tempestade Sandy passou pela cidade foram de “clima de filme de terror”.

Eles relataram que estão próximos do Rio Hudson e temem por inundações na região onde vivem. "O risco de vir água para o lado da gente é muito grande. O prédio fazia muito barulho durante a tempestade e era aquele clima de filme de terror”, disse Rafael, gerente de projetos de uma empresa de tecnologia nos Estados Unidos.

Preocupada com a filha Marcela Murray, de 23 anos, que está morando em Nova York, Deborah Murray, de 43, só conseguiu ficar calma no final da madrugada desta terça-feira, depois de falar com a jovem por telefone. “Ela me acalmou dizendo que está tudo bem. Ela mora no Brooklyn, está sem luz, com estoque de água e comida. Minha filha tem uma amiga que mora em Nova Jersey e não conseguimos contato com ela desde ontem a tarde”, disse a mãe, que vive em Itaipava, na região serrana do Rio.

A brasileira de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Fátima Nascimento, disse que passou momentos de susto em Nova Jersey. "Estou bem, moro a uma hora e meia de Nova York e de Atlantic City, cidade que está quase 90% debaixo de água. Os ventos são terríveis e árvores caídas", contou Fátima. A mineira mora há sete anos nos EUA e disse nunca ter passado por situação parecida.

O músico Ian Fonseca, de 23 anos, e o empresário Roberto Russo, de 27, foram há 11 dias para Nova York fazer cursos de engenharia de áudio e foram surpreendidos com a notícia da chegada da tempestade Sandy. Com viagem de volta marcada para o dia 20 de novembro, os amazonenses terão de enfrentar o fenômeno natural, que já matou 67 pessoas em sua trajetória por Cuba, Haiti e outras ilhas do Caribe e pode ser a maior tempestade dos Estados Unidos, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA.

A publicitária Juliana Alves, 24 anos, de Araçoiaba da Serra (SP), contou como foi a preparação para passar pela experiência. "Desde sexta-feira estávamos estocando comida, água e bateria, pois não sabíamos quais seriam as consequências. No domingo fui para Washington e lá só falavam disso. As opiniões estavam divididas. Algumas pessoas com muito medo, outras achando que não seria tão trágico. Agora, sabemos que o pior já passou", disse a jovem de 24 anos, que está na cidade desde maio deste ano para um intercâmbio.

A paraense Patrícia Dinely mora em Nova York e contou que a paisagem da cidade mudou após a chegada da tempestade Sandy. Túneis alagados, árvores derrubadas e, principalmente, ruas vazias são imagens corriqueiras nesta terça-feira. "Estamos bem, mas a cidade está um caos. Metrô inundado, várias partes alagadas e a maré ainda subindo. Nova York está num estado crítico como nunca se viu. A cidade que nunca dorme parou", disse Patrícia.

A publicitária de Uberaba, no Triângulo Mineiro, Giovanna Frange, que mora em Long Island, nos Estados Unidos, disse que as autoridades anunciaram com antecedência sobre a chegada da tempestade e desde o início da passagem de Sandy monitoram a situação. "Quando avisaram sobre a tempestade, fomos ao supermercado e compramos água e comida caso os supermercados fossem fechados. Soubemos que algumas pessoas que não quiseram deixar o local onde moravam, em área de risco."

Fonte: Brazilian Times