Publicado em 2/11/2012 as 12:00am

Brasileiro pode morrer de AIDS em cadeia de imigração

O brasileiro Washington Coelho, 27 anos, que está sob custódia do Departamento de Imigração na Flórida, tem sido o alvo de uma grande polêmica abordada pelos grupos que defendem os direitos humanos. Ele é soro positivo e sua saúde está piorando a cada dia

da redação

O brasileiro Washington Coelho, 27 anos, que está sob custódia do Departamento de Imigração na Flórida, tem sido o alvo de uma grande polêmica abordada pelos grupos que defendem os direitos humanos. Ele é soro positivo e sua saúde está piorando a cada dia que passa na cadeia. Os ativistas pedem que a Justiça o libere.

No início de outubro, o brasileiro, que está no Krome Detention Center em Miami, na Flórida, foi levado para um hospital devido à sua saúde. Washington recebeu um coquetel de medicamentos que é aplicado em pacientes com AIDS em estado grave. Mesmo assim ele continua preso.

Uma petição foi encaminhada para o Departamento de Imigração pedindo a soltura do brasileiro. Na petição, os ativistas alegam que ele estava com a saúde boa quando foi preso e que o péssimo tratamento que tem recebido na prisão está fazendo a sua situação se agravar.

Outro ponto importante nesta petição, é que o brasileiro é elegível para o Deferred Action, uma Ordem Executiva assinada pelo presidente Barack Obama e que permite a Autorização de Trabalho para alguns jovens que se encaixam em algumas exigências. Os autores do pedido afirmam que Washington esta entre estes jovens.

Ele chegou aos Estados Unidos quando ainda tinha 12 anos de idade e, segundo testemunhas, no Brasil teria sido molestado diversas vezes por um tio. O brasileiro tem 27 anos de idade e foi abandonado pela família depois que assumiu sua homossexualidade.

Washington teme ser deportado para o Brasil e voltar a ser vítima de preconceito e abusos por parte de seu tio. Isso sem falar que o próprio pai do rapaz o ameaçou de agressão quando ele voltar ao Brasil.

O diretor do Immigratio en Customs Enforcement, John Morton, disse que o brasileiro faz parte deum grupo de pessoas que não deve estar presa e sim recebendo tratamentos, devido sua saúde precária. "Ele deveria ser liberado para receber os tratamentos médicos devido". disse no documento.

Fonte: Brazilian Times