Publicado em 14/11/2012 as 12:00am

Veterano fala sobre a Guerra no Iraque

Alistado no exército norte-americano desde junho de 2001, e convocado em março de 2003 para integrar um grupo de especialistas médicos norte-americanos com destino à guerra no Iraque, o mineiro Bruno Saraiva, 22 anos, natural de Nanuque, no Vale do Mucuri

Luciano Sodré

Alistado no exército norte-americano desde junho de 2001, e convocado em março de 2003 para integrar um grupo de especialistas médicos norte-americanos com destino à guerra no Iraque, o mineiro Bruno Saraiva, 22 anos, natural de Nanuque, no Vale do Mucuri, é considerado, hoje, um veterano. Por isso, na segunda-feira (12), data dedicada a estas pessoas, ele recebeu uma homenagem.

Bruno teve a importante missão de cuidar dos combatentes feridos e doentes. A mãe dele, Deborah Tomich, na época morava no estado de Connecticut e hoje retornou ao Brasil.

Para Bruno sua maior alegria e emoção ao retornar da Guerra foi conhecer a filha que nasceu durante o tempo em que ele esteve à disposição dos Estados Unidos, no Iraque. "O meu maior medo era morrer vítima de arma química e o calor era insuportável", relata.

Bruno conta que a imagem que marcou durante este período foi quando um prisioneiro de guerra, um iraquiano, morreu em sua frente. "Eu estava cuidando dos ferimentos dele e fiquei assustando quando ele faleceu diante de mim", disse.

O mineiro atuou em Tikrit, cidade natal de Saddam Hussein e conta que ajudou a derrubar uma enorme estátua do ditador iraquiano. Ele serviu como paramédico e a ambulância era um tanque blindado defendido por metralhadoras. "Mesmo assim tinha medo, pois éramos atacados durante a noite e eu escutava o barulho das bala acertando a lataria do veículo", fala.

A guerra, conforme conta bruno, é sinônimo de morte, destruição, medo e saudade. Ele disse que voltou para os Estados Unidos completamente mudado e mais humilde e humano. "Nós aprendemos a valorizar mais a vida e me apavora a ideia de ser convocado novamente", fala.

Hoje, Bruno é Platoon Sergeant e vive com a esposa e três filhas na base militar do USArmy, no Tennessee. "Me orgulho muito de ter ajudado a defender esta nação ao lado de tantos outros bravos homens, cujo alguns conseguiram voltar vivos enquanto que outros deram as vidas pelo seu país", conclui.

Fonte: Brazilian Times

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