Publicado em 9/01/2013 as 12:00am

Brasileiro é acusado de violência doméstica em Everett (MA)

A ficha de Admilson poderá ser enviada para a Imigração, uma vez que ele não está legal no país

A ficha de Admilson poderá ser enviada para a Imigração, uma vez que ele não está legal no país

Natural de São Paulo, o fotógrafo free lancer Admilson Souza foi preso na noite de domingo (23) após sua ex-namorada o acusar de invasão de residência e violência doméstica. Segundo Tatiane da Silva, 31 anos, o rapaz estaria desde setembro tentando reatar o seu relacionamento. "Mas no início ele apenas me procurava para conversar e não era tão violento", disse ela.

Tatiane, que é natural do Sergipe, disse que conheceu o acusado em janeiro deste ano na casa de uma amiga na cidade de Malden (Massachusetts). Ela explica que no mês de março eles começaram a namorar, mas seis meses depois ela decidiu por fim ao relacionamento que não estava dando certo.

Segundo ela contou, emocionada e assustada, a partir dai começaram os problemas e ele passou a segui-la e esperá-la na porta de sua casa (Tatiane), na cidade de Everett (MA). "Ele ficava me esperando chegar das festas ou da casa de amigos para me abordar e tentar fazer com que eu o aceitasse de volta", explica.

A sergipana, que mora há cinco anos nos Estados Unidos, deixa claro que nestas ocasiões ele jamais a ameaçou, mas sempre teve medo "pois Admilson fez questão de mostrar para ela, na época em que estava m namorando, um revólver cujo o calibre ela não soube informar". Mas ela apresentou isso em seu depoimento para a polícia.

Mas na madrugada de domingo, quando retornava de uma festa, ao chegar próximo ao prédio onde mora, ela percebeu que Admilson estava a esperando. "Eu fingi que não o vi e entrei em meu apartamento", conta acrescentando que em seguida ele começou esmurrar a portar e gritar para que ela abrisse a porta. "Como eu não abri, ele quebrou o vidro da janela do seu quarto e continuou batendo até que a porta abriu", continua.

Ao entrar na residência, os dois iniciaram uma discussão e Admilson pegou o celular de Tatiane, a qual tentou reavere como ele era mais forte a segurou pelos braços, deixando vários hematomas. "Ele também me empurrou para trás para que eu não me aproximasse dele e com a queda eu me machuquei", fala.

Tatiane estava sozinha na casa e não conseguia pedir ajuda. Ela lembra que Admilson se mostrava muito instável emocionalmente, "pois às vezes se preocupava em não machucá-la e em outras agia como se não tivesse controle".

Segundo ela, a tortura psicológica e a violência durou cerca de 45 minutos até que, sem explicação, Admilson perguntou se ela não sentia saudades dele. "Eu respondi que não, ele abaixou a cabeça e saiu", explica.

Na manhã de domingo, por volta das 10:00pm, ela procurou uma amiga para relatar o caso a polícia de Everett. Tatiane explica que não chamou antes porque não fala muito bem o inglês e tinha medo dos policiais não entenderem o que estava acontecendo. Na noite do mesmo dia, os policiais de Somerville, onde reside o acusado, foram acionados e efetuaram a prisão.

Admilson foi solto na manhã de segunda-feira (24) e terá que voltar a Corte no dia 12 de fevereiro de 2013. Tatiane explica que também esteve na Corte para solicitar um "restraining orders".

SECURE COMMUNITIES

Tatiane ressalta que o seu advogado a informou de que o nome de Admilson poderá ser enviado para o Departamento de Imigração e devido ele estar vivendo ilegalmente nos Estados Unidos poderá ser deportado.

O OUTRO LADO

Em conversa por telefone, Admilson assumiu ter quebrado o vidro da janela, mas nega ter arrombado a porta ou cometido qualquer tipo de agressão. "Foi ela quem abriu para que eu entrasse", explica emocionado.

Em tom de arrependimento, ele disse que sua vida acabou depois do dia 23 e que realmente teme pela deportação. "Eu sei que errei, estou arrependido e peço a Deus que me perdoe", ressalta concluido: "No dia 14 eu irei à Corte e não sei qual será o meu futuro".

Fonte: Brazilian Times