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Publicado em 4/03/2013 as 12:00am

Preso, Zé da Burra implora por ajuda

O pernambucano de Recife, José Roberto Lucena, mais conhecido por Zé da Burra, enviou mais uma carta à redação do jornal Brazilian Times pedindo por "socorro". Ele está detido, há nove meses, em uma cadeia de imigração de Plymounth (Massachusetts), . Ele

"Estou abandonado e esquecido pelos amigos", relata a carta que ele enviou ao BT

da redação

O pernambucano de Recife, José Roberto Lucena, mais conhecido por Zé da Burra, enviou mais uma carta à redação do jornal Brazilian Times pedindo por "socorro". Ele está detido, há nove meses, em uma cadeia de imigração de Plymounth (Massachusetts), . Ele relata que está vivendo um estado de abandono e solidão. "Os amigos me deixaram", fala.

Roberto está nos Estados Unidos há 12 anos e ficou conhecido na comunidade brasileira por se vestir do personagem Zé da Burra e animar vários tipos de eventos. No Brasil, ele trabalhou como gerente de promoções para a empresa Rede Globo do Pernambuco e gerente de uma distribuidora da Brahma, entre outros.

Zé da Burra conta que no final da década de 90 viajou para os Estados Unidos para fazer turismo e como gostou do local, decidiu ficar. Apesar de ficar em situação irregular no país, ele jamais deixou de cumprir com as suas obrigações e pagava sempre os seus impostos. Como todo imigrante, ele trabalhou em diversos ramos

Ele conta na carta que o que o levou à este centro de detenção foi a acusação de sua cunhada (irmã de sua esposa). Segundo o pernambucano, a mulher o teria acusado de empurrá-la. "Eu não fiz isso. O que aconteceu foi que eu apenas encostei nela", fala ressaltando que a lei entende que isso se trata de violência doméstica.

A carta relata que ele está "esquecido" e que há nove meses não tem contato com amigos ou parentes. "Muitas pessoas nem sabe que eu estou preso e eu preciso de ajuda", disse. "Imploro que me ajudem", continua.

Ao final da carta, Roberto se despede de maneira emocionada e ao mesmo tempo indignado: "Abraços do Zé da Burra, abandonado e esquecido por amigos e parentes. Enterrado vivo".

O Brazilian Times tentou falar com o Consulado-Geral do Brasil em Boston, mas não obteve retorno das ligações. Até o fechamento desta edição a redação não foi informada se o órgão está acompanhando o caso, mas pelo que o brasileiro escreveu, ninguém o está ajudando. 

Fonte: Brazilian Times

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