Publicado em 6/03/2013 as 12:00am

Depressão e a comunidade brasileira nos EUA

A depressão é uma doença que não escolhe idade, sexo ou posição social, que pode acorrer a quaquer ser humano saudável, sendo caracterizada, segundo especialistas, pelo desespero e a falta de esperanç

Por Assis Marinho

A depressão é uma doença que não escolhe idade, sexo ou posição social, que pode acorrer a quaquer ser humano saudável, sendo caracterizada, segundo especialistas, pelo desespero e a falta de esperança, que pode inclusive levar ao alcoolismo, às drogas e até mesmo ao suicídio. Seus principais sintomas começam a aparecer através da perda do prazer nas atividades diárias mais comuns, da falta de interesse por qualquer assunto, de uma apatia generalizada frente à vida, e que afeta inclusive a capacidade de raciocínio e de tomada de decisões, além de gerar insônia e perda de apetite, prejudicando ainda o interesse sexual e o convívio social.

As principais causas da depressão ainda são debatidas pelos profissionais da área, mas acredita-se que a genética, o estilo de vida e relacionamentos problemáticos, quando não ligadas ao surgimento da doença, são apontados como fatores que agravam seus sintomas. Os estudiosos do assunto ainda descobriram que a química do cérebro é afetada no processo depressivo, que altera os níveis de neurotransmissores, como a serotonina, acetilcolina, dopamina, adrenalina, entre outros. Os hormônios e ainda atrofias no cérebro também estão relacionados com a depressão.

Estima-se que cerca de 15 a 20% da@população mundial, em algum momento da vida, sofreu de depressão. A depressão é mais comum em pessoas com idade entre 24 e 44 anos. Dependendo do motivo pode ser dada a crianças e adolescentes como separação dos pais, problemas na escola, sexualidade, rejeição e principalmente@Bullying.

A depressão entre os imigrantes brasileiros

Além dos fatores acima citados, os imigrantes de todas as nacionalidades ainda tem que lidar com outros fatores negativos como as diferenças de idioma, cultura, alimentação, clima, distância da família e dos amigos, fazendo com que o surgimento ou agravamento da depressão seja ainda mais facilitado dentro da comunidade.

Para os brasileiros que vivem nas regiões de clima muito frio, como por exemplo na região da Nova Inglaterra, no nordeste dos EUA, as dificuldades com os rigorosos invernos podem ser um fator de alto risco para depressão. É comum conversar com pessoas que se sentem deprimidas na época do inverno. O frio, que limita as atividades ao ar livre, isola as pessoas dentro de suas casa, e o dia curto com pouca luz, ainda piora a situação, aumentando a sensação de tristeza. Não são poucas as pessoas que desistiram de viver nos EUA por causa do frio.

A falta da família que ficou no Brasil também é uma grande dor emocional, inclusive para aqueles que já são documentados. Estar longe das pessoas queridas é triste e dolorido, principalmente quando se trata de filhos, conjuges e pais. A internet e as facilidades da telefonia moderna minimizaram um pouco o problema, mas nada substitui o abraço caloroso de um ente querido. Este afastamento acaba ajudando a aumentar a tristeza e ampliar as possibilidades de se ficar deprimido.

A falta de se falar inglês, uma língua difícil de ser aprendida é mais um fator estressante que põem a moral ainda mais para baixo, assim como a pressão diária de se dirigir sem habilitação, ou da saudade de frutas e alimentos do Brasil. Todos estes fatores, isoladamente ou somados, são estremamente maléficos para àquelas pessoas que tem tendência a se depimir, tornando a imigração de uma maneira geral como um fator que auxiliar no surgimento ou agravamento da depressão.

É preciso lutar contra a depressão

As boas notícias é que a medicina tem evoluído muito no tratamento da depressão. Novos medicamentos que controlam e equilibram a química do cérebro, aliados a tratamentos terapêuticos tem melhorado muito a qualidade de vida dos portadores de depressão. A maior dificuldade é que muitas pessoas ainda relutam em buscar ajuda profissional no início da doença, e quando o fazem, a depressão já se encontra em estágio avançado, dificultando o tratamento.

Muitas pessoas, principalmente os que não conhecem a depressão de perto, acham que a depressão deve ser curada sozinha pelo próprio doente. Este equívoco faz com que várias pessoas sofram mais do que o necessário, e atrasam a cura. É preciso ter a consciência de que uma melhoria substancial está ao alcance de todos aqueles que buscam ajuda profissional, e quanto o mais cedo, melhor. Encontrar centros de saúde mental nos EUA é muito fácil, bastar fazer uma rápida pesquisa na internet e qualquer um poderá ter acesso à profissionais que vão auxiliar no tratamento da depressão.

Combater as motivações que levam ao surgimento ou agravamento da depressão também é uma ótima idéia como tratamento complementar. Conviver mais tempo e de melhor forma com familiares e amigos ajuda a não se sentir a solidão. Aceite mais convites para ir a festas de amigos, familiares ou colegas de trabalho. Fazer trabalhos voluntários também ajuda muito na auto estima e na inserção social. Telefonar mais para o Brasil, para amigos e parentes com quem não fala há muito tempo, participar das redes sociais também vai aliviar o fardo da imigração. Descobrir novas atividades indoor para os períodos frios também ajuda a passar o inverno sem tanta tristeza.

O mais importante é saber que existe esperança, e não se deixar abater. Toda pessoa, em processo depressivo ou não, tem pessoas ao seu redor que a amam, é preciso somente acreditar neste amor e pedir ajuda a estas pessoas, afinal a vida é um presente para ser vivido da forma mais saudável possivel.

população mundial, em algum momento da vida, sofreu de depressão. A depressão é mais comum em pessoas com idade entre 24 e 44 anos. Dependendo do motivo pode ser dada a crianças e adolescentes como separação dos pais, problemas na escola, sexualidade, rejeição e principalmente@Bullying.

A depressão entre os imigrantes brasileiros

Além dos fatores acima citados, os imigrantes de todas as nacionalidades ainda tem que lidar com outros fatores negativos como as diferenças de idioma, cultura, alimentação, clima, distância da família e dos amigos, fazendo com que o surgimento ou agravamento da depressão seja ainda mais facilitado dentro da comunidade.

Para os brasileiros que vivem nas regiões de clima muito frio, como por exemplo na região da Nova Inglaterra, no nordeste dos EUA, as dificuldades com os rigorosos invernos podem ser um fator de alto risco para depressão. É comum conversar com pessoas que se sentem deprimidas na época do inverno. O frio, que limita as atividades ao ar livre, isola as pessoas dentro de suas casa, e o dia curto com pouca luz, ainda piora a situação, aumentando a sensação de tristeza. Não são poucas as pessoas que desistiram de viver nos EUA por causa do frio.

A falta da família que ficou no Brasil também é uma grande dor emocional, inclusive para aqueles que já são documentados. Estar longe das pessoas queridas é triste e dolorido, principalmente quando se trata de filhos, conjuges e pais. A internet e as facilidades da telefonia moderna minimizaram um pouco o problema, mas nada substitui o abraço caloroso de um ente querido. Este afastamento acaba ajudando a aumentar a tristeza e ampliar as possibilidades de se ficar deprimido.

A falta de se falar inglês, uma língua difícil de ser aprendida é mais um fator estressante que põem a moral ainda mais para baixo, assim como a pressão diária de se dirigir sem habilitação, ou da saudade de frutas e alimentos do Brasil. Todos estes fatores, isoladamente ou somados, são estremamente maléficos para àquelas pessoas que tem tendência a se depimir, tornando a imigração de uma maneira geral como um fator que auxiliar no surgimento ou agravamento da depressão.

É preciso lutar contra a depressão

As boas notícias é que a medicina tem evoluído muito no tratamento da depressão. Novos medicamentos que controlam e equilibram a química do cérebro, aliados a tratamentos terapêuticos tem melhorado muito a qualidade de vida dos portadores de depressão. A maior dificuldade é que muitas pessoas ainda relutam em buscar ajuda profissional no início da doença, e quando o fazem, a depressão já se encontra em estágio avançado, dificultando o tratamento.

Muitas pessoas, principalmente os que não conhecem a depressão de perto, acham que a depressão deve ser curada sozinha pelo próprio doente. Este equívoco faz com que várias pessoas sofram mais do que o necessário, e atrasam a cura. É preciso ter a consciência de que uma melhoria substancial está ao alcance de todos aqueles que buscam ajuda profissional, e quanto o mais cedo, melhor. Encontrar centros de saúde mental nos EUA é muito fácil, bastar fazer uma rápida pesquisa na internet e qualquer um poderá ter acesso à profissionais que vão auxiliar no tratamento da depressão.

Combater as motivações que levam ao surgimento ou agravamento da depressão também é uma ótima idéia como tratamento complementar. Conviver mais tempo e de melhor forma com familiares e amigos ajuda a não se sentir a solidão. Aceite mais convites para ir a festas de amigos, familiares ou colegas de trabalho. Fazer trabalhos voluntários também ajuda muito na auto estima e na inserção social. Telefonar mais para o Brasil, para amigos e parentes com quem não fala há muito tempo, participar das redes sociais também vai aliviar o fardo da imigração. Descobrir novas atividades indoor para os períodos frios também ajuda a passar o inverno sem tanta tristeza.

O mais importante é saber que existe esperança, e não se deixar abater. Toda pessoa, em processo depressivo ou não, tem pessoas ao seu redor que a amam, é preciso somente acreditar neste amor e pedir ajuda a estas pessoas, afinal a vida é um presente para ser vivido da forma mais saudável possivel.

Fonte: Brazilian Times