Publicado em 13/03/2013 as 12:00am

Conferência ajuda a tirar dúvidas dos pais de crianças com necessidades especiais

Aconteceu no último sábado, no Seaport World Trade Center em Boston, a conferência sobre a inclusão de crianças com necessidades especiais, promovido pela Federação para as Crianças com Necessidades Especiais, e que teve uma forte participação de integran

ANBT

Aconteceu no último sábado, no Seaport World Trade Center em Boston, a conferência sobre a inclusão de crianças com necessidades especiais, promovido pela Federação para as Crianças com Necessidades Especiais, e que teve uma forte participação de integrantes da comunidade brasileira residentes no estado de Massachusetts, tanto de pais quanto de profissionais, coordenados pela brasileira Rhea Silvia Smith, que responde pelo Centro de Informação e Treinamento de Pais de língua portuguesa da Federação.

Muito movimentado, o evento girou sobre o tema "Visões da Comunidade 2013", e abordou temas abrangentes e específicos como autismo, bulling, aplicativos específicos para computador e telefones, terapia ocupacional e muitos outros. A conferência tratou sobre diversos aspectos, tanto educacionais como nas áreas jurídicas, de saúde, psicológicos, entre outros, enfim, foi um dia repleto de informação, apoio e auxílio técnico, com grande benefício para os participantes.

Rhea Sílvia explicou ao Brazilian Times, como funciona todo o processo de inclusão de crianças portadoras de necessidades especiais nos EUA, que começa com um diagnóstico médico e passa pela total preparação e adaptação das escolas da rede pública de ensino, que hoje abrigam 95% dos estudantes especiais, sendo que apenas 5% frequentam instituições especializadas, sendo que muitos apenas por um período, pois podem voltar a ser incluídos na rede pública, facilitando sua socialização e inclusão. Segundo ela, graças a um instrumento chamado de IEP (Individualized Education Program), os pais de crianças especiais tem a chance de participar de forma mais efetiva da educação de seus filhos, já que estabelece objetivos claros de aprendizado, bem como quais os recursos necessários para atingir estes objetivos, fornecendo uma gama de serviços que vão desde a adaptação física da escola até mesmo a inclusão das terapias necessárias.

Ainda segundo Rhea Sílvia, todos os pais tem o direito de acesso ao IEP, sendo que a Federação tem como principal função orientar os pais e torná-los os principais defensores dos direitos de seus filhos. A entidade conta com toda uma estrutura de apoio, que vai desde a orientação até mesmo ao auxílio jurídico para os casos mais complexos e que dependem da intervenção da justiça, por exemplo, se um aluno tem no seu IEP a necessidade de 3 aulas semanais de terapia de fala, e está recebendo só uma, o pai pode acionar a justiça para que a escola cumpra o que está planejado no IEP. Mas segundo ela, o sistema é muito bom, funciona bem e tem gerado excelentes resultados.

As crianças brasileiras com necessidades especiais

Estima-se que mais de duas mil crianças brasileiras em Massachusetts, tenham algum tipo de necessidade especial para sua educação, mas a Federação somente tem como auxiliar aqueles que a procuram, e ela está totalmente preparada para atender a todos.

Segundo Rhea Smith, a inclusão é o direito de toda a criança de ser educada junto com os alunos das redes públicas, o que vai possibilitar com que mais tarde ocorra sua inclusão no mercado de trabalho e na sociedade.

A conferência atingiu excelentes resultados, mas é importante lembrar a todos os pais que a Federação para Crianças com Necessidades Especiais está aberta para atender, em português, a todos os pais interessados em conhecer mais sobre os programas que oferece.

Fonte: Brazilian Times