Publicado em 20/03/2013 as 12:00am

Mineiro tenta evitar pena de morte em Nebraska

O mineiro José Coutinho Oliveira, 38 anos, foi condenado por matar um casal de brasileiro e uma criança de sete anos de idade, na cidade de Omaha, em Nebraska, no mês de dezembro de 2009. Ele está lutando na justiça para evitar que sua condenação seja a p

da redação

O mineiro José Coutinho Oliveira, 38 anos, foi condenado por matar um casal de brasileiro e uma criança de sete anos de idade, na cidade de Omaha, em Nebraska, no mês de dezembro de 2009. Ele está lutando na justiça para evitar que sua condenação seja a pena de morte.

Os advogados de Coutinho apresentaram uma moção alegando que a condenação a pena de morte seria inconstitucional e que deve ser revista. O brasileiro foi condenado no ano passado pelo assassinato em primeiro grau de Vanderlei Szczepanik, sua esposa, Jacqueline, e seu filho, Christopher.

O juri alegou que encontrou cirscunstâncias agravantes no caso de Coutinho, "o que o tornou elegível à pena de morte". Um painel de três juízes se reunirão no dia 11 de abril para decidir se a pena será de morte ou prisão perpétua.

Neste caso, outros dois brasileiros (Valdeir Gonçalves Santos e Elias Lourenço Batista) assassinaram Vanderlei com pauladas, enforcaram a esposa e a criança, jogando os corpos no Rio Missouri.

Entre os nove argumentos utilizados pelos advogados de defesa, é que a condenação viola os "padrões de decência". "Nossa sociedade não pode mais matar para punir quem comete homicídio", disse Todd Lancaster. "Temos que encontrar uma forma de lidar com criminosos de uma forma diferente", continua.

Ele ressaltou que, em Nebraska, dos oito homens condenados a pena de morte nos últimos dez anos, cinco foram hispânicos, dois negros e um branco. "Isso mostra que existe um preconceito racial no estado", acrescentou.

Enquanto Coutinho aguarda a decisão de sua pena, o julgamento de Valdeir está chegando ao fim. Ele fez um acordo para assumir a culpa do assassinato em segundo grau em troca de ter a pena reduzida. Para isso, ele aceitou testemunhar contra os outros dois envolvidos. No caso do terceiro acusado, Elias Lourenço, os promotores trabalham na tentativa de extraditá-lo do Brasil, haja vista que ele conseguiu fugir.

Valdeir foi condenado a 20 anos de prisão e aguarda a decisão oficial do juiz quanto à sua pena. Os assassinatos, segundo as provas levantadas, foram motivados por dinheiro e os acusados acumularam milhares de dólares em taxas de cartões de crédito da família, após a morte.

Fonte: Brazilian Times