Publicado em 22/03/2013 as 12:00am

As consequências da legalização do casamento Gay

Nesta semana, a CNN publicou um artigo em sua página na internet sobre o lançamento do livro: "O que é casamento? Homem e Mulher: A Defesa.", que foi escrito em conjunto por Robert P. George, Professor visitante da faculdade de Direito em Harvard e profes

Por Assis Marinho

Nesta semana, a CNN publicou um artigo em sua página na internet sobre o lançamento do livro: "O que é casamento? Homem e Mulher: A Defesa.", que foi escrito em conjunto por Robert P. George, Professor visitante da faculdade de Direito em Harvard e professor de Jurisprudência na Universidade de Princeton, por Sherif Girgis,Candidato a PhD em Filosofia na Universidade de Princeton, e Ryan T. Anderson da Fundação Herança. O livro aquece o debate em torno da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, e gera muita polêmica, já que vai contra o discurso politicamente correto de apoio indiscriminado ao casamento gay.

O livro é uma defesa da instituição do casamento formado apenas pela união de um homem e uma mulher, com a geração de filhos e com duração para toda a vida. Eles alegam que esta instituição já está abalada pelo grande número de separações e outros problemas de relacionamento, mas que a redefinição para aceitar o casamento gay será o final definitivo do casamento. Eles alegam ainda que as "pessoas que pensam que o casamento gay poderá ser bom para as crianças, famílias e sociedade, devem apoiá-lo, mas as pessoas que pensam ao contrário não se devem deixar levar pelo discurso atrativo do casamento de pessoas do mesmo sexo."

Diante do lançamento do livro, e como o tema sendo um dos principais discutidos hoje no mundo inteiro, além das declarações de Obama sobre ser favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, é preciso que se tente avaliar todos os lados da questão, já que as opiniôes contrárias ao casamento gay tem pouco destaque. Estados como a Carolina do Norte e outros dois estados norte americanos vetarem o casamento gay e estão querendo cancelar a lei que permite a união civil entre homosexuais, praticamente não foram noticiados, assim como a passeata na França em defesa do casamento somente entre um homem e uma mulher.

A importância de se defender os direitos humanos

Todos os seres humanos são iguais perante a lei, e devem ser tratados com respeito e dignidade pelos seus semelhantes. A homofobia e o bulling devem ser combatidos até que sejam banidos em todas as sociedades. O homosexualismo é um direito individual de cada ser humano, protegido por lei e por toda legislação relativa aos direitos humanos.

Já o casamento é uma instituição, criada pelas sociedades organizadas modernas, e que é baseado nas tradições culturais, religiosidade e estrutura organizacional de cada povo. E existem alguns países e tribos que admitem a poligamia de forma legal, assim como outras formas de casamento que fogem dos conceitos convencionados nos países considerados desenvolvidos. Todavia, o casamento não é um direito individual do ser humano, mas sim um direito coletivo para a organização das sociedades.

Descaracterizando o conceito de família

Ao flexibilizarmos, legalmente, o conceito de família, esta deixará de ser o que sempre foi, ou seja, uma união entre um homem e uma mulher com a geração de filhos. Ao se aceitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a lei passa a deixar uma brecha para que outros tipos de união sejam também aceitas, como a bigamia, a poligamia, os casamentos "abertos" e outros tipos de relacionamento. Muitos não gostam deste argumento, mas se 3 pessoas adultas resolvem dividir a mesma cama, casa e vida em comum, qual seria o problema desta ser também uma "família" dentro da lei? Por que o preconceito deve ser maior contra estas pessoas do que contra os homosexuais?

As socidades mais organizadas e desenvolvidas, tem na família tradicional o seu ponto de apoio, e enfraquecer ou descaracterizar este ponto de apoio poderá trazer consequências bastante ruins para o bem comum e para o futuro de toda a humanidade como um todo.

Discutindo o homosexualismo

Apesar de muitos argumentarem que os homosexuais já nasceram com a característica de gostar de pessoas do mesmo sexo, isto não é comprovado. As pessoas que nascem fisicamente normais ou são do sexo feminino ou do masculino. A sexualidade vai se formar no desenvolvimento e criação, e começa a ser exposta e utilizada na adolescência e vida adulta. Assim como ninguém nasce polígamo, estuprador, pedófilo, zoófilo, necrófilo, swinguer, também ninguém nasce homosexual. O que acontece é que as pessoas precisam de aprender a controlar seus impulsos sexuais para que a sociedade conviva em harmonia. Se todos formos dar vazão às nossas taras, sem limites, vamos viver uma orgia sem tamanho com consequências pra lá de desastrosas. O homosexual, assim como outros que vivem suas vontades e desejos sexuais sem preconceito, são excessões à regra, e fazem parte das pessoas que não tem controle mais definido sobre sua sexualidade. Assim como o heterosexual casado tem que controlar seu impluso em dormir com uma outra mulher, o pedófilo tem que controlar sua atração por crianças, o estuprador tem que se controlar para não ter sexo com quem não o deseja, o homosexual tem que controlar seus impulsos por ter sexo com pessoas do mesmo sexo. Este controle precisa de existir para garantir a organização e o futuro da humanidade.

As pessoas tem que aceitar e respeitar o corpo com o qual elas nasceram. Fala-se muito no homosexual se aceitar da maneira que ele é psicologicamente, mas porque ao invés disto ele não aceita e respeita o corpo com o qual nasceu? A resposta pronta de muitos é que ele vai ser uma pessoa infeliz, o que é uma grande inverdade, pois o conceito de felicidade é que ela é feita de momentos. Ninguém é feliz ou infeliz, todos temos momentos felizes ou infelizes, independente da opção sexual, nível social, situação financeira e etc. A falsa impressão de felicidade do homosexual é a mesma do viciado em sexo, usuário de drogas, do alcoólatra, do viciado em jogos e assim por diante. Ninguém é feliz fazendo o que a maior parte da sociedade condena, mesmo que isto vire lei.

Qual a utilidade prática do casamento Gay, ou da união civil entre os homosexuais?

Planos de saúde, pensões e aposentadorias, heranças e outros direitos para serem resguardados precisam apenas que se prove uma união estável, não se exige mais a certidão de casamento para se obter direitos legais. O que os homosexuais querem é se tornar uma família por força de lei para conseguirem uma igualdade com as famílias heterosexuais monogâmicas. Por mais que as diferenças entre homens e mulheres foram solucionadas pelas leis, a igualdade entre os sexos nunca vai existir, já que somente a mulher é capaz de gerar filhos, e o homem tem uma estrutura física que possibilita trabalhos mais pesados, assim, por analogia, o casamento gay, mesmo que por força de lei, jamais irá formar uma família. A aceitação pelos pais, tios e tias, avós, bisavós, primos e assim por diante, sempre ficará a critério de cada um, mas dificilmente os casamentos gays terão uma aceitação ampla, geral e irrestrita. O casamento gay é um fator desagregador para as famílias. Quem é homosexual e vive com outra pessoa do mesmo sexo, não precisa de nenhum tipo de amparo legal do casamento para ceder direitos ao seu parceiro(a), o documento de união civil já satisfaz a questão legal. Já a questão moral não se muda apenas com a aprovação de uma lei.

Porque chegamos a este ponto em nossas sociedades?

O meio artístico tem um grande contingente de homosexuais. Atores e autores de novelas, filmes e seriados, que são gays, criam e atuam de forma a divulgar o homosexualismo de acordo somente com o seu ponto de vista, e quem é contra é homofóbico. Quase não existe discussão séria sobre o assunto. Os defensores do heterosexualismo, da monogamia e da família, não tem nunca o mesmo espaço na mídia. A vida de pessoas normais não dá audiência. Já os estereotipados GLS rendem muitos pontos de audiência, e com isso, vamos todos comprando a falsa idéia de que os homosexuais são uma minoria como outra qualquer e daqui uns dias, quando você estiver em um parque, ou em um cinema, passeando com seus filhos, terá que presenciar dois homens se beijando, e dizer para seu filho que é aquilo que você deseja para o futuro dele.

O homosexualismo sempre existiu, e vai continuar existindo na história da humanidade. Respeitar todos os direitos de ser humano dos homosexuais é uma obrigação de qualquer sociedade desenvolvida, mas daí a aceitá-los como uma família é um precedente perigoso e que pode levar a uma falência geral dos valores morais do mundo que estamos deixando para nossos filhos.

Fonte: Brazilian Times