Publicado em 3/04/2013 as 12:00am

A influência dos brasileiros na revitalização de Framingham (MA)

O jornal norte-americano The Gate Post iniciará, na sexta-feira (05), uma série de reportagens sobre o crescimento da cidade de Framingham (Massachusetts) e sua revitalização. Nos artigos escritos, será destacada a forte presença da comunidade brasileira

da redação

O jornal norte-americano The Gate Post iniciará, na sexta-feira (05), uma série de reportagens sobre o crescimento da cidade de Framingham (Massachusetts) e sua revitalização. Nos artigos escritos, será destacada a forte presença da comunidade brasileira e como ela ajudou a alavancar a cidade.

Atualmente, quando se caminha pelo centro da cidade, algumas pessoas afirmam que se sentem no Brasil. Isso porque o comércio local tem sido dominado pelos brasileiros. Entre eles estão padarias, restaurantes, decoração, foto e vídeo, artigos esportivos e religiosos, óticas, joalherias, lojas de roupas e outras outros ramos.

No artigo, o jornal deixará claro que a área urbana se tornou o polo comercial que é hoje, graças à imigração de brasileiros que iniciou há duas décadas. O jornal também destacará a presença de imigrantes de outros países, tais como El Salvador, Coréia, Itália, Europa Oriental e Canadá.

Atualmente, Framingham é a segunda região dos Estados Unidos mais habitadas por brasileiros, perdendo apelas para a Flórida. O Gate Post disse que é difícil saber exatamente a população brasileira na cidade, pois a grande maioria estão em situação irregular e não participam de pesquisas como o censo.

A reportagem também citará o êxodo da população brasileira, que está retornando ao seu país de origem devido a crise que se instalou no país. Mesmo assim, uma grande parcela decidiu permanecer na região e continuar contribuindo para o progresso. O jornal pretende mostrar a história de alguns imigrantes, entre eles brasileiros, que possuem uma importante parcela no desenvolvimento de Framingham.

O lojista Elias Fernandes, que faz parte do primeiro grupo de empresários que acreditou no crescimento de Framingham, lembra que quando chegou à região, a visão era de caos. "Não havia um monte de empresas e nem as lojas que existem hoje", diz ele. "Havia um monte de drogas e muito lixo espalhado pela cidade. As pessoas costumavam jogar sofás nas ruas", lembra.

Ele abriu uma padaria em 1996, na Concord Street, em frente à Câmara Municipal e foi um dos comerciantes que ajudaram a alavancar o progresso da cidade. Agora ele abriu filiais de sua empresa e tem um fluxo de clientes muito bom. "Nós começamos a limpeza de Framingham", afirma ele.

A empresária Núbia Gaseta também será destaca nesta primeira edição. Ela, que passou seis anos trabalhando como agricultora orgânica no sul do Maine, atualmente tem uma loja especializada em decoração, com sede na cidade de Framingham.

Segundo ela, a crise trouxe alguns problemas e entre eles foi a redução de serviços o que a forçou a diminuir o seu quadro de funcionários. "Perdi pessoas e eu preciso trabalhar mais", disse ela. A empresária cita também que muitas empresas concorrentes foram abertas nos últimos anos, sem autorização e operando por baixo do pano. "Eles cobram menos pelos serviços, pois não arcam com impostos e nem as taxas exigidas pelo governo para que sua empresa fique legal no país", acrescenta.

Com as cores verde e amarelo, a Brazil World Soccer também é uma loja que se destaca no centro comercial de Framingham. A loja também está atravessando problemas, devido à crise, mas o seu proprietário, Robson Ramos, não desiste e acredita que todos darão a volta por cima.

Robson afirma que já pensou em fechar as portas do estabelecimento, mas resolveu tentar mais um ano para ver se o fluxo de clientes melhora. "Eu vou ficar mais um ano. O negócio é muito difícil, mas vou continuar tentando. Meu último tiro", disse.

A clientela de Ramos, em sua grande maioria forma por brasileiros, era consumidora de sapatos, chuteiras, caneleiras, camisas e acessórios. Mas a cada ano, o número de clientes está diluindo e ele cita como um dos problemas, o surgimento de grandes lojas na região.

Ramos é sócio de outra loja de esportes, na cidade de Everett, e afirma que a situação econômica não é muito diferente da de Framingham. "Em todos os lugares os comerciantes estão lutando", diz ele.

Fonte: Brazilian Times