Publicado em 8/04/2013 as 12:00am

Casal brasileiro luta para visitar filho em coma em Nova Jersey

Felipe Tiago Santos Silva está internado com traumatismo craniano no Hospital Universitário, em Newark

da redação A saga vivida pelo imigrante Felipe Tiago Santos Silva, de 26 anos, natural de São Paulo, residente em Newark (NJ), começou na madrugada de sexta-feira (29), assim que retornou do trabalho. Segundo Marcele Serzoski, tia do jovem, após chegar do restaurante onde trabalha como garçom, às 4 horas da madrugada, Felipe caiu da escada no apartamento onde mora e somente foi encontrado, desacordado, aproximadamente às 7 e meia da manhã por parentes. Ele foi levado com urgência ao Hospital Universitário de New Jersey ? UMDNJ, na mesma cidade, onde foi constatado que havia sofrido traumatismo craniano e, em consequência, o seu cérebro havia inchado, pressionando a caixa craniana. Assim que receberam a notícia, Manuel Pedro da Silva e Margarete Santos, pais do jovem, saíram da cidade de Curitiba (PR), onde residem, e foram à São Paulo na esperança de conseguirem um visto especial de emergência para poderem acompanhar de perto o estado de saúde o filho nos Estados Unidos. Depois de pagarem a tarifa de aproximadamente R$ 700 no Consulado, eles foram informados pelo atendente que os vistos não seriam concedidos, pois Felipe encontra-se há 11 anos em situação migratória irregular nos EUA. "Eles não se sensibilizaram com a situação crítica do meu sobrinho. Depois que a minha irmã e cunhado apresentaram os documentos, eles verificaram e os mandaram pagar a taxa no banco. Quando eles voltaram ao Consulado, foram simplesmente informados que o visto não seria concedido", disse Margarete à equipe de reportagem do BV, via telefone, diretamente de São Paulo. Ironicamente, Manuel e Margarete já viajaram aos Estados Unidos várias vezes como turistas e, portanto, pensaram que não enfrentariam problemas na obtenção do visto de emergência para ver o filho hospitalizado. "Eles disseram: 'Vocês podem voltar a hora que quiserem, mas há uma observação (nos arquivos) de que o visto foi negado. Interessante, quando vamos aos Estados Unidos para gastar dinheiro como turistas, os vistos são concedidos, mas para um problema de saúde sério como esse, eles não dão o visto", questionou Serzoski. Segundo ela, o estado de saúde de Felipe é sério e os pais do jovem estão ansiosos para acompanhar de perto a situação. Até o fechamento dessa edição, ele estava em coma, foi submetido à traqueotomia e apresentava pressão alta intracraniana. Segundo Marcele, no início da semana sua família contatou o Consulado do Brasil em Nova York e o Itamaraty, em Brasília-DF, na busca por auxílio, sem obter sucesso. Eles fizeram um apelo às autoridades norte-americanas que concedam o visto temporário para que possam ver o filho no hospital. Os pais de Felipe demonstraram o desejo de que ele retorne definitivamente ao Brasil, segundo Marcele, entretanto, o seu estado de saúde é grave e, no momento, ele não teria condições físicas de viajar longas horas de avião. Além disso, um voo em uma ambulância aérea UTI custa inúmeras vezes mais que um voo comercial. Além dos pais residentes em Curitiba (PR), Felipe tem um irmão mais jovem também no Brasil.

Fonte: Brazilian Times