Publicado em 17/04/2013 as 12:00am

Brasileiro anda duas horas ferido até ser medicado

Diego disse que queria sair do tumulto e procurou um caminho mais longo para ir ao hospital

Luciano Sodré
Diego Cunha, foi um dos brasileiros mais abalados pela tragédia. Ele estava do outro lado da rua quando aconteceram as explosões. Ainda em estado de choque, o paulistano conta que foi arremessado alguns metros com o impacto da primeira bomba. "Eu cai no chão e por dois segundos não sabia o que estava acontecendo, mas rapidamente me levantei e ajudei uma amiga a se levantar e começamos a correr", fala que o tumulto era grande.
Ele lembra que a própria polícia não sabia orientar as pessoas para que lado deveriam correr e por isso cada um procurava refúgio onde achava melhor. "A minha vontade era sair do meio de tudo aqui, mas eu estava carregando minha amiga no colo, pois ela tinha problemas de coração", conta.
O paulistano disse que ele estava do outro lado da rua porque não queria andar cerca de cinco milhas para ficar onde foram as explosões. "Graças a Deus eu decidi não caminhar, caso contrário não estaria conversando com você", se emociona. "Foi o pior momento de minha vida, pois a terra tremeu, um barulho muito forte nos fez ficar por segundos sem noção do que estava acontecendo", continua.
Diego foi atingido pelos fragmentos da bomba e dos vidros das janelas e portas das lojas que foram quebrados com a explosão. Mesmo ferido, ele conseguiu pegar a sua amiga e a levar até um centro médico e em seguida ele disse que não iria ficar no meio da multidão.
Com medo, assustado e bastante machucado, ele caminhou até o Santa Elizabeth Hospital.  "Mas antes de deixar o local, ainda pude ver o menino que morreu. Foi algo que me abalou muito", disse ressaltando que não está conseguindo dormir, pois as imagens do que aconteceu está o tempo todo em sua mente. "Terei que passar por um acompanhamento psicológico, segundo me informaram  os médicos", explica.
Ele caminhou cerca de 5 milhas até chegar ao hospital para ser medicado e explica que escolheu o Santa Elizabeth porque sabia que os hospitais mais próximos estariam lotados. A primeira bomba explodiu por volta das 2:50PM, quando ele foi ferido e quando chegou ao local para ser medicado, eram 4:40PM

Fonte: Brazilian Times