Publicado em 17/04/2013 as 12:00am

Explosão em Boston abala comunidade brasileira

O que era para ser um dia de festa acabou se tornando um dia de tristeza para os moradores de Boston (Massachusetts) e todos os Estados Unidos. As bombas que explodiram durante a Maratona de Boston e deixaram três mortos e cerca de 200 feridos, transformo

Luciano Sodré

O que era para ser um dia de festa acabou se tornando um dia de tristeza para os moradores de Boston (Massachusetts) e todos os Estados Unidos. As bombas que explodiram durante a Maratona de Boston e deixaram três mortos e cerca de 200 feridos, transformou os festejos do "Patriots Day" em momentos de terror e pânico.
A maratona de Boston se tornou uma das mais tradicionais do país e sempre acontece na terceira segunda-feira do mês de abril (Dia dos Patriotas - tradução em português). A corrida tem início na cidade de Hopkinton e passa por algumas cidades até terminar na praça Copley, em Boston. O evento reúne, todos os anos, cerca de 20 mil corredores e mais de 500 milhões de espectadores ao longo do percurso.
Entre os espectadores, estão vários brasileiros, e na reta final, onde aconteceu a explosão, havia alguns que o Brazilian Times conseguiu encontrar para falar sobre o que viram. Um deles foi o mineiro de Inhapim, Anderson Bonfim. Ele estava, exatamente, no local da explosão, mas "por sorte" saiu um pouco antes.
Emocionado, ele conta que assim que fotografou e filmou os primeiros corredores passarem pela linha de chegada, decidiu ir embora. "Eu estava dentro do metrô quando a explosão aconteceu, mas só fiquei sabendo disso quando cheguei em casa e um amigo me ligou", disse.
Segundo Anderson, ele nasceu de novo, pois ao ver as reportagens na televisão, percebeu que havia estado exatamente no local onde as bombas explodiram. "Eu já fui neste evento duas vezes, e esta foi a primeira vez que decidi ir até a linha de chegada", continua.
O irmão de Anderson, Adair Bonfim Junior, também estava no mesmo local, acompanhado do filho, da nora e uma neta. Todos saíram antes da explosão. Ele disse que agradece a Deus pelo fato de seu filho ter sentido fome, pois foi isso que os tiraram de lá.  "Nós saímos de onde tudo aconteceu 20 minutos antes, pois meu filho pediu para comer algo e todos fomos procurar um lugar para que vendesse comida", fala salientando que "foram salvos pela fome".
Já a economista Fabiana Tito, que virou notícia em vários veículos de comunicação no Brasil, por ser uma das brasileiras que participavam da corrida, disse que sua vida foi salva pelo cansaço. Ela explica que resolveu diminuir os passos, devido ao desgaste que estava lhe tomando conta. 'O cansaço salvou a minha vida e a de minha amiga, que caminhava ao meu lado", continua. As duas estavam a cerca de um quilômetro da linha de chegada quando ouviram as explosões.

Fonte: Brazilian Times