Publicado em 19/04/2013 as 12:00am

PENA DE MORTE OU PRISÃO PERPETUA

Destino de ipabense será decidido em seis semanas Vanderlei, a mulher Jaqueline e o filho de 7 anos foram enforcados e jogados no rio Missouri; José Carlos Oliveira Coutinho, acusado pelo triplo homicídio, pode ser condenado à morte

DA REDAÇÃO
O destino do ipabense José Carlos Oliveira Coutinho, de 38 anos, condenado pelo assassinato de uma família brasileira no Nebraska, EUA, deverá ser decidido nas próximas seis semanas. Coutinho é um dos três homens acusados de matar os brasileiros Vanderlei Szczepanik, a mulher Jacqueline, e o filho, Christopher.
No ano passado, o ipabense foi condenado em três acusações de assassinato em primeiro grau. Na ocasião do julgamento o júri acatou as agravantes no processo e votou pela pena de morte do réu. No entanto, os advogados de defesa de Coutinho pediram à Justiça americana a reavaliação do pedido da pena máxima. Os defensores entendem que a lei de pena de morte de Nebraska é inconstitucional. O principal argumento usado pela defesa é o de que a população repudia a condenação de pena de morte.
Um painel formado com três juízes de vários condados ocidentais do Nebraska ouviram os argumentos dos advogados durante uma audiência de seis horas. Uma das alegações dos advogados foi o efeito que a morte do padrasto de Coutinho havia provocado sobre ele. O padrasto morreu ao tentar salvar uma criança durante uma inundação.

O CRIME
José Coutinho foi condenado por um crime selvagem em que ele e dois colegas de trabalho venceram seu chefe, Vanderlei Szczepanik, em uma disputa sobre salários. Em 2009, ele, a mulher Jaqueline e o filho de sete anos de idade, Christopher, foram enforcados e depois jogados no rio Missouri.
Oliveira pode se tornar a 12ª pessoa no corredor da morte em Nebraska. Se não for condenado à morte, ele vai passar o resto de sua vida na prisão. Os promotores Jim Masteller e John Alagaban argumentam que ele merece a morte como o líder do grupo que orquestrou os assassinatos.

COMPARAÇÕES
A audiência foi mais tediosa que tensa e contou com a presença de funcionários do tribunal e advogados. No painel foram expostas dezenas de outros crimes que mereciam ou não a pena de morte.
Em outubro do ano passado, quando Coutinho foi condenado, o corpo de jurados considerou seis fatores agravantes que poderiam merecer a pena de morte. Entre eles a de que houve múltiplos assassinatos, e que os homicídios foram cometidos com fins lucrativos e que estavam comprometidos para encobrir outro crime (o de roubo).
Durante a audiência de anteontem, os advogados de Coutinho tiveram a oportunidade de

Fonte: Brazilian Times