Publicado em 24/05/2013 as 12:00am

Brasileira é liberada pelo ICE na California

Ela ficou desde o dia 9 de maio sem amamentar o seu bebê de nove meses

da redação

As autoridades decidiram colocaram em liberdade uma mãe brasileira que estava sob custódia do Immigration and Customs Enforcement (ICE) desde o dia 9 de maio. A liberdade aconteceu na tarde de quarta-feira (22), minutos antes de acontecer um manifesto em frente ao escritório do órgão exibindo a saída dela.

Reylla Denis Ferraz da Silva, 35 anos, tem um filho de apenas nove meses de idade e desde que foi presa não o amamentava mais, além de apresentar outros problemas médicos. de acordo com o porta-voz do ICE, Virginia Kice, a brasileira foi solta mas ficará sob monitorarmento eletrônico, pois ainda enfrentará o processo de deportação.

Agentes do ICE informaram que não foram informados de que a brasileira estava amamentando e por isso a mantiveram presa até esta quarta. "É política nossa evitar a detenção de mães que estão em fase de amamentação", explicou a porta-voz.

A brasileira e seu marido, Fabrício, disseram que as últimas semanas tem sido muito doloroso e que a separação tem causado muitos problemas para a família. "O bebê perdeu quase um quilo durante este período em que ficou sem o leite materno", disse ele. "Eles passaram o primeiro Dia das Mães distantes", continua.

Fabrício conta, ainda, que desde que sua esposa foi presa, o bebê chora todas as noites. "Ela foi testemunha de um crime no Brasil e fugiu para os EUA com medo de morrer", explica o fato de estar ilegal no país. "Aqui é o lugar de esperança, sonhos e liberdade", acrescentou.

O advogado da brasileira disse que a libertação foi uma boa notícias, mas que não é o suficiente. Isso porque ela ainda deve lutar contra a deportação. Depois que saiu do escritório, Reylla foi até onde esta o grupo que faria o manifesto e agradeceu a todos pelo apoio.

A brasileira mora nos Estados há oito anos e na noite de quarta-feira toda a família agradeceu ao ICE pela prorrogação de mais um ano para poder apelar da deportação.

 

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A brasileira com o esposo e o bebê

Fonte: Brazilian Times