Publicado em 24/05/2013 as 12:00am

Estudante brasileiro que vive em região atingida por tornados relata drama de Oklahoma

Cerca de 400 brasileiros vivem na região por onde passaram quase 50 tornados no final de semana passado.

da redação


A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que afirmou em nota não haver registros de nenhum compatriota ferido na catástofre.

Os furacões devastaram a região de Oklahoma City, na segunda-feira (20), deixando pelo menos 24 mortos e dezenas de feridos. Na terça, as escolas suspenderam as aulas e o governo anunciou que destinará recursos para ajudar na recuperação dos danos.

Um dos brasileiros que vivem na área afetada, o estudante paulista de administração de empresas Diego Vieira, 28 anos, relatou ao Portal Hoje em Dia sobre a comoção dos moradores e a situação da localidade atingida.

Segundo ele, a populacao está supercomovida com a tragédia, porque se repetiu na mesma àrea depois de quatro anos. "As imagens aéreas que as TVs locais mostram é como se uma cidade inteira tivesse sumido e o terreno ficado plano", fala ressaltando que não há uma casa em pé, "somente escombros para todos os lados".

O brasileiro conta que uma grande região ainda está sem eletricidade, telefone ou qualquer meio de comunicação. O governo está pedindo para que os cidadãos façam racionamento de água, porque as centrais que fazem o bombeamento estão operando com geradores.

As autoridades estão vasculhando cada canto para tentar encontrar possíveis sobreviventes que estejam presos. A prioridade da noite era uma escola infantil que estava abrigando várias pessoas, além das crianças na passagem do tornado. O presidente Obama ordenou auxílio do National Guard (Exército interno) para ajudar no salvamento. A governadora do Estado deslocou serviços de emergência de várias cidades para Moore, uma das cidades mais afetadas.

No momento do furacão, ele estava no trabalho, na parte norte da cidade de Oklahoma. "Ouvimos duas vezes sirenes de alerta sobre a tempestade que estava se aproximando, vindo do Sul, mas não chegou a passar onde eu estav", fala ressaltando que "o furacão se deslocou para o lado leste".

 

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Diego disse que nunca viu nada parecido

 


Fonte: Brazilian Times