Publicado em 10/06/2013 as 12:00am

Brasileiro no MIT ensina teoria de matemática para arrumar namorada

Brasileiro no MIT ensina teoria de matemática para arrumar namorada

da redação

Uma teoria matemática que o engenheiro brasileiro Pedro Santana usa de brincadeira desde que entrou na faculdade virou, neste ano, um serviço de utilidade pública para pessoas tímidas decidirem quando vale a pena chamar alguém para um encontro romântico. O estudante de doutorado do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, aplicou a Teoria Bayesiana para convencer um colega americano a chamar uma garota para sair. Segundo ele, os cálculos deram certo. Seu ex-professor gravou a explicação em um vídeo para mostrar aos alunos no Brasil e, depois de publicá-lo no YouTube, o ensinamento já foi visto milhares de vezes (assista ao vídeo).

“Acho que eles ainda estão saindo juntos, mas não sei se estão namorando. Ele anda bem feliz, e de vez em quando comenta sobre ela”, afirmou o estudante brasileiro sobre o amigo inseguro que inspirou o vídeo.

“Sempre tive essa coisa ‘nerd’ de tentar usar as coisas que aprendia com matemática para ver se dava certo com relacionamentos humanos, e na verdade tenho que admitir que dá.”

Pedro, que se formou na graduação e no mestrado pela Universidade de Brasília (UnB), atualmente faz seu doutorado no MIT com uma bolsa do governo americano.

Segundo Santana, tomar decisões sobre relacionamentos interpessoais usando conhecimentos adquiridos nas aulas de matemática é apenas uma brincadeira eficaz, mas não faz parte de suas pesquisas acadêmicas. A tese que ele desenvolve no doutorado é na área de robótica, e envolve “algoritmos que permitem a tomada de decisão em ambientes incertos de maneira segura”.

Ele considera sua pesquisa no MIT “infinitamente mais chata” que a teoria que o deixou famoso entre engenheiros brasileiros, e garante que sua estratégia na vida amorosa se tornou pública sem querer, já que ele só foi avisado sobre a publicação do vídeo depois que ele estava na internet.

Hoje, porém, ele vê a brincadeira como uma forma de utilidade pública. “Muita gente acha que engenheiro não sabe se relacionar com pessoas. O engenheiro é pessoa muito preparada, e as mulheres são uma área de pesquisa muito interessante, vale a pena se esforçar bastante”, recomenda.

Fonte: Brazilian Times