Publicado em 17/07/2013 as 12:00am

Brasileiro ainda luta contra pena de morte em Nebraska

Brasileiro ainda luta contra pena de morte em Nebraska

A decisão de um painel formado por três juízes poderá sair na próxima semana

 

da redação

O mineiro de Ipaba, José Carlos Oliveira Coutinho, acusado de matar um casal de brasileiro e o filho de sete anos de idade, continua lutando para não ser condenado a Pena de Morte no estado de Nebraska. Os advogados de defesa pediram um novo julgamento e alegou que surgiram novas evidências que provam que o seu cliente não estava no local do crime quando a família foi assassinada.

Mas os promotores mantém a afirmação de que José Carlos foi o mandante do crime e pedem a pena máxima neste caso. O assassinato brutal, que aconteceu em 2009, chocou todo o país. O corpo do menino foi encontrado cortado em pedaços, dente de um saco jogado no rio Missouri.

Coutinho foi considerado culpado pelo crime em outubro e segundo as provas apresentadas no tribunal, o acusado estaria insatisfeito com o salário que o seu patrão (vítima) lhe pagava.

O outro acusado, Valdeir Gonçalves dos Santos, assumiu participação e apontou Coutinho como o mandante do crime.. Mas os advogados Horácio Wheelock e Todd Lancaster afirmaram esta semana que descobriram que Valdeir, supostamente, confessou para outro preso que foi ele quem matou a família e que Oliveira não estava lá e que não tem nada a ver com isso. “Ele é um idiota”, teria dito Valdeir para o outro detento.

O advogado de Valdeir, Kevin Ryan, disse que é comum este tipo de acusação em casos que o acusado pode pegar pena de morte. “Eu já vi isso acontecer antes e os advogados tentam, com isso, reduzir a pena”, afirmou. “Meu cliente nega que tenha falado isso”, fala ressaltando que o preso que divide cela com ele fala inglês o brasileiro, apenas português.

Segundo a defesa, esta conversa teria acontecido em novembro, quando Valdeir estava em uma cela com outro preso, após a sua condenação de 20 anos de cadeia. “Nós vamos provar que o Coutinho não estava lá no momento do crime”.

A audiência para decidir o caso está marcada para a próxima semana, no Tribunal do juiz Thomas Otepka. Mas a questão de haver um novo julgamento deve ser decido antes do painel com três juízes, que decidirão se Coutinho receberá ou não pena de morte.

Fonte: Brazilian Times