Publicado em 22/07/2013 as 12:00am

Profissionais estão preocupados com onda de "DJ Pirata" em Massachusetts

Profissionais estão preocupados com onda de "DJ Pirata" em Massachusetts

“Ser Deejay é uma das profissões mais procuradas hoje em dia em diversos lugares do mundo”

 

da redação

 

O glamour e status que a profissão de DJ oferece atiça e atrai diversas pessoas e muitas começam a investir nesse ramo, no intuito de “fazer um extra” nos finais de semana ou somente para adquirir Status.

Voltando ao título DJ (Disk Jockey), ele surgiu nos anos 50, nos Estados Unidos, dando nome aos profissionais do rádio que selecionavam as músicas que seriam tocadas. Nos anos 70, eles saíram das rádios e foram para as pistas das discotecas.

Nessa época já se utilizada da técnica oriunda do dub, vertente do reggae, herdada dos imigrantes jamaicanos, que cortavam manualmente o trecho da música no rolo de fita dat e colavam fazendo assim suas versões musicais que até hoje chamamos de samplear e remixar.

No Brasil, o primeiro “discotecário” oficial foi o Oswaldo Pereira, que animava os bailes dos anos 50, utilizando apenas um toca-discos. Na década de 70, os DJs/radialistas Big Boy e Ademir, apesar de pouca técnica, sempre utilizavam o microfone para interagir com o público.

Um grupo de DJ´s em Massachusetts estão divulgando esta terminologia da palavra, porque outros “Dj’s” atualmente não sabem nada sobre a história desta profissão e “infelizmente não buscam saber”.

Segundo informações, em Massachusetts, existem vários Djs espalhados por todas as regiões, mas o que me vem chamando a atenção nesses últimos anos foi o crescimento da falta de profissionalismo e principalmente de ética com que algumas pessoas que se autointitulam “Dj’s”. O grupo tenta levantar uma campanha para combater o que vem sendo chamado de “DJ Piratas”.

DJ Binho, uma dos profissionais que abraçou esta campanha, disse que alguns destes “profissionais” estão vendendo um rótulo que na realidade não possuem, por não conhecerem realmente o que ser e o que um DJ de verdade precisa saber. “Por exemplo, conhecer as ferramentas que compõe a música (batida, barra e compasso), essa metragem é a base fundamental para um DJ efetuar uma mixagem (fusão de duas músicas diferentes no mesmo BPM= Batidas por minuto”, ressalta.

Binho denuncia, ainda, que alguns DJ’s trabalham em diversos eventos, como casamentos, aniversários, graduações, entre outros, “mas nem todos dispõem de técnicas e conhecimentos suficientes para a realização do trabalho”.

O DJ disse que sente muito, pois os “DJs Piratas” estão trabalhando nesses tipos de eventos sem repassar realmente ao cliente a qualidade e atributos que um serviço feito por um profissional e seguindo as normas legais. “Fazer a discotecagem de um evento tão importante como um casamento ou graduação não é tão simples como alguns estão tentando pregar para a comunidade”, fala acrescentando que isso tem acarretando reclamações posteriores e em alguns casos até ação judicial.

A campanha vai mostrar que os “DJ´s Piratas” estão, além de atuar sem saber o que é a profissão, prejudicando o mercado dos profissionais. “Eles não tem a mínima noção de valores e cobram dos cliente valores totalmente irrisórios, que fazem com que o isso é bom negócio, e depois terá problemas até no dia do evento”, explica.

DJ Binho disse que pesquisou as atividades dos “DJ´s Piratas” para saber mais sobre como eles trabalham e acabou chegando à uma enorme lista de reclamações por parte dos clientes. Veja alguns que ele decidiu citar:

* Dificuldade na execução de repertório (não tendo a mínima noção de como fazer uma seleção musical para determinados momentos do evento e como executar)

* Iluminação e sonorização de má qualidade

* Falta de conhecimento de ritmos diversos (não tendo a noção do que tocar durante o evento)

* Falta de postura no que diz respeito a saber se vestir de acordo com determinado evento

* Não ida do DJ no dia do evento, deixando o cliente literalmente na mão.

Devido aos baixos valores cobrados pelos “DJ´s Piratas”, quando um profissional faz o orçamento para um cliente, baseado em seu equipamento completo e de qualidade, acabada tendo problemas para fechar o acordo.

DJ Binho ressalta que a intenção da campanha, que reunirá outros profissionais, é mostrar ao consumidor que ele está fazendo um péssimo negócio ao contratar um “DJ Pirata”, simplesmente porque ele cobra menos que os demais. “Nós queremos alertar a todos para evitar problemas futuros”, acrescenta.

Um DJ não é aquele que apenas chega em um evento e liga seu som deixando rolar o que está ali. Ele também ser capacitado a fazer toda a parte cerimonial,sabendo conduzir e direcionar o evento, proporcionando aos convidados uma ótima diversão.

DJ Binho alerta aos consumidores que na hora de contratar um DJ é importante que se analise o histórico e obtenha referências de outras pessoas para fechar o acordo.

 

PIRATARIA

Outro ponto levantando na campanha é que estes “DJ´s Pitaras” gravam músicas já remixadas e vendem como se fossem suas. “Isso é crime e não podemos aceitar”, fala ressaltando que um verdadeiro DJ cria sua própria batida.

Alguns materiais coletados pelo grupo serão enviados para os órgãos de direitos autoriais para análise e saber se houve pirataria e plágio. “Temos que zelar pela nossa qualidade de trabalho, mas também precisamos evitar este tipo de crime em nossa comunidade”, finaliza.

Fonte: Brazilian Times