Publicado em 23/08/2013 as 12:00am

MA prevê mudanças nas leis de combate ao tráfico de pessoas

MA prevê mudanças nas leis de combate ao tráfico de pessoas

da redação

Dois anos depois que os deputados estaduais por Massachusetts promulgaram leis de combate ao tráfico de pessoas, uma equipe está imbuída em promover mudanças na política estadual. A intenção é oferecer melhores programas de apoio às vítimas, inclusive colocando-as apta a receberem todo tipo de assistência do estado e apoio para que elas consigam um “visto federal de proteção”.

A lei promulgada em novembro de 2011 estabeleceu como crime e aumentou as penalidades existentes para quem for condenado por tráfico de pessoas. Com as mudanças, apresentadas na segunda-feira (19), poderá haver melhorias na área de serviços sociais para atender as vítimas de prostituição ou qualquer outra forma de escravidão.

A Procuradora do Estado, Martha Coakley, disse que mesmo diante do rigor imposto, o crime continua acontecendo. Segundo ela, a facilidade de marcar encontros pela internet para fugir da vigilância da lei, faz com que a prostituição e escravidão de pessoas continue sendo um problema. “Os traficantes perceberam o quão lucrativo e seguro é oferecer os serviços em sites”, explica.

Martha explica que em todo o mundo, o tráfico de pessoas para a prostituição ou outro trabalho escravo gera uma receita de US$32 milhões (Pouco mais de R$ 76 mil). “Nos Estados Unidos, 300 mil crianças, na faixa etária de 13 anos, são traficadas por ano para se prostituirem”, continua.

Outro ponto citando pela procuradora é que existe exploração também no trabalho doméstico em Massachusetts. Em um relatório apresentado por ela, a diretora do Centro do Imigrante Brasileiro, Natalícia Tracy, a qual teria trabalhado cerca de 80 a 90 horas por semana, quando tinha apenas 17 anos de idade. “Ela ganhava US$25 por semana (cerca de R$ 60), trabalhando em Brookline”, fala concluindo que “ela ficou impedida de se comunicar com a família e era obrigada dormir do lado de fora da casa, no frio”.

Fonte: Brazilian Times