Publicado em 28/08/2013 as 12:00am

Mineiro é condenado a prisão perpétua em Nebraska

Mineiro é condenado a prisão perpétua em Nebraska

A condenação foi divulgada nesta segunda-feira, dia 26, e José Oliveira conseguiu escapar da pena de morte

 

da redação

Depois de pouco mais de três anos de julgamento, o mineiro de Ipaba, José Oliveira Coutinho, 38 anos, foi condenado a prisão perpétua pela morte de Vanderlei e Jacqueline Szczepanik e do filho do casal Christopher, de apenas sete anos de idade. A divulgação da pena aconteceu na segunda-feira (26), depois quem um painel com três juízes passaram várias semanas analisando o caso.

O crime aconteceu em dezembro de 2009, na cidade de Omaha, no estado de Nebraska, onde as vítimas estavam reformando um prédio que serviria de seminário. Os acusados trabalhavam para elas e teriam cometido o crime motivados por dinheiro. Além de Coutinho, Valdeir Gonçalves Santos e Elias Lourenço Batista também foram acusados. O primeiro já foi condenado e recebeu uma condenação de 20 anos, mas o segundo conseguiu fugir e está no Brasil.

Coutinho foi condenado no ano passado pela morte, em primeiro grau, das três vítimas, além de uma acusação de roubo. Segundo a Promotoria, ele e seus comparsas bateram em Vanderlei até a morte e depois enforcaram a esposa e o filho dele, antes de jogar os corpos no rio Missouri.

Os corpos de Vanderlei e Jacqueline ainda não foram encontrados e apenas os restos mortais de Christopher foram recuperado no Rio Missouri, do lado do Iowa, em 2011.

O Procurador do Condado de Douglas, Don Kleine, disse que não esperava a prisão perpétua e sim a pena de morte. “Mas nós respeitamos a decisão dos juízes”, disse.

 

O CASO

Os Szczepaniks estava morando em Omaha por cinco anos antes de desaparecerem. Vanderlei foi contratado para reformar um antigo prédio para transformá-lo em um seminário. Ele contratou os três homens para ajudar. Mal sabia que estava dando guarita para os seus assassinos.

Os investigadores teorizam que as mortes foram por causa de dinheiro. Os promotores disseram que os três homens acusados ​​dos assassinatos acumularam milhares de dólares em taxas sobre os cartões de crédito da família, após a morte.

Gonçalves foi condenado, no ano passado, a 20 anos de prisão e se declarou culpado de assassinato em segundo grau, concordando em testemunhar contra Coutinho e Lourenço. Com isso teria a pena reduzida.

Os promotores ainda tentam, sem sucesso, extraditar Lourenço do Brasil para que ele pague pelo seu crime. Kleine disse que não desistiu de extradição, mas que o pedido está aguardando a ação das autoridades brasileiras.

 

“A JUSTIÇA FOI FEITA”

Durante o julgamento de Coutinho, Tatiane Klein, filha do casal, sentou-se no tribunal e olhou fixamente para o assassino de sua família, da mesma maneira que ela tinha feito quando o juri o declarou culpado. Mas nesta segunda-feira não havia raiva em seus olhos. Seu semblante era de alívio mesmo com a decisão dos juízes livrando o acusado da pena de morte. “Eu sei que isso não trará meus pais e meu irmão de volta, mas preciso seguir em frente com minha vida”, disse “Justiça foi feita”, continua.

Fonte: Brazilian Times