Publicado em 4/09/2013 as 12:00am

Deputado e Pastor Marco Feliciano fala abertamente sobre o projeto "Cura Gay"

Deputado e Pastor Marco Feliciano fala abertamente sobre o projeto "Cura Gay"

Entrevista Exclusiva

 

Por Maressa Pimentel

O nome é Marco Feliciano, nascido na cidade de Orlândia em São Paulo no ano de 1972. Hoje, aos 41 anos de idade exerce com intrepidez o cargo de Deputado Federal e Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. O cargo de deputado foi conquistado através de 212 mil votos do povo Brasileiro, pelo partido PSC (Partido Social Cristão) que na eleição de 2010 foi às urnas e o elegeu. Ele está sendo reconhecido como o evangélico com o maior número de votos do país.

O Deputado Marco Feliciano é também Pastor, Empresário e Autor de 18 livros e DVD’s de autoajuda. Atualmente em seu mandato enfrenta no Brasil uma onda de criticismo com ataques da mídia e de militantes gays, causada por uma que ele denomina “desonestidade intelectual”. Gravem bem esta palavra, diz enfático o deputado. Um reboliço causado em todo o país quando lhe chegou às mãos um projeto antecipadamente intitulado pela comunicacão e ativistas de “CURA GAY”. “Um nome adaptado devido a uma completa desinformação quanto ao real motivo e intenção do projeto” disse o deputado.

O deputado Feliciano, deu entrevista coletiva à imprensa comunitária, neste sábado, dia 21, na residência oficial do Pastor Uriel de Jesus, na cidade Saugus (MA). Em particular o deputado falou a esta repórter, atuando em nome do jornal Brazilian Times.

 

BT: Sobre o chamado projeto “Cura Gay”! O que é realmente o objetivo deste Projeto?

Deputado: Primeiro, o projeto não é meu. Eu não sou o autor do projeto. O autor do projeto é um Deputado do PSDB do Estado de Goiàs, o Deputado João Campos. O Relator do projeto é o deputado Anderson Ferreira, do estado do Pernambuco, do partido da República, o PR. Eu sou apenas o Presidente da Comissão de Direitos Humanos, e o projeto estava na minha mesa, ou seja, da Comissão, para ser votado. Então aqui; nós já comecamos a descontruir a mentira que foi imposta por parte da mídia. Daí a que eu chamo de “desonestidade intelectual”

 

BT: Explica melhor para nossos leitores o que é “desonestidade intelectual”?

Deputado:  É quando você tenta induzir uma pessoa ao erro. E foi isso o que a imprensa fez naquele momento, dizendo que o projeto era meu, quando o projeto não era meu. E que eu era a favor do projeto. Só para lembrar, independente se eu sou a favor ou contra o Presidente da Comissão não vota, então eu não tinha poder de voto. Como Presidente, sou apenas um magistrado. Eu coloco o assunto em discussão e quem vota é o colegiado. O projeto foi aprovado por unanimidade pelo colegiado de deputados que ali estava. Isso é só para as pessoas entenderem.

 

BT: E porque o projeto foi chamado de “Cura Gay”?

Deputado: O projeto nunca falou de cura, até porque, a orientação sexual não é doença.  Se fosse doença seria uma patologia, mas não é. E como não é doença, não há cura. O projeto é apenas sustentável a uma resolução do Conselho de Psicologia Federal no Brasil, que é o único Conselho de Psicologia do mundo, repito, é o único Conselho de Psicologia do mundo que criou um dispositivo particular que impede o profissional de psicologia de ajudar pessoas que não estão satisfeitas com a sua orientação sexual, quando são homossexuais.

 

BT: Só quando são homossexuais? E os hetero?

Deputado: Se a pessoa é hetero e ela quer “sair do armário”, ela quer se descobrir homossexual. Aí o psicólogo brasileiro pode ajudar, pode dizer a ela qual é o caminho. Se a pessoa é um homossexual e ela não está satisfeita, ela não quer isso, e ela procura a ajuda de um psicólogo. No Brasil o psicólogo é proibido de expor o pensamento dele, se ele falar para a pessoa que existe uma forma de ser reorientada, ele corre o risco de perder a profissão dele. Como já aconteceu.

 

BT:  Então, como e porque surgiu este projeto?

Deputado: O projeto foi uma iniciativa do Deputado João Campos, como já falei e que recebeu em Brasília várias denúncias de psicólogos que estavam sendo perseguidos, entre eles um dos psicólogos mais famosos do Brasil, o Pastor Silas Malafaia. Este inclusive foi processado por um procurador em São Paulo e quase perdeu o direito de ser psicólogo por causa disso. O Pastor Malafaia dizia que a homossexualidade, como é uma orientação, a pessoa pode tanto ser orientada bem como reorientada.

 

BT: Deputado como exemplificar na prática isto?

Deputado: O Brasil falou muito na época em que fui eleito na Comissão de Direitos Humanos, sobre o caso da cantora Daniela Mercury. A cantora foi casada por 3 vezes, teve filhos, e aos 50 anos se descobriu gay. Então, como é que você vai dizer: ela nasceu ou ela foi reorientada? Ou seja, se a pessoa pode ser hetero e se descobrir homo, porque a pessoa que é homo não pode voltar a ser hetero? Nós temos dentro das igrejas uma série de pessoas que hoje são casadas, e têm filhos. No Brasil há uma psicóloga chamada Dra. Marisa Lobo que tem colhido depoimentos de pessoas que deixaram a homossexualidade, e se casaram. Ela vai trazer isto à ONU, porque essas pessoas também tem direitos, e os direitos delas estão sendo arrancados.

 

BT: O profissional de psicologia é uma porta para essa reorientação?

Deputado: Se a pessoa não quer ser ela vai procurar quem? Tem que procurar um psicólogo, porque é o único que trata de transtornos assim. O único profissional que pode lidar com angústia interior,  com questões de mente,é o psicólogo. Lembrando que o psicólogo não receita remédios. A psicologia é uma pseudociência. O psicólogo senta e ouve os transtornos. Existem centenas de livros que dizem que a grande maioria dos homossexuais no início de sua vida tiveram um abuso sexual. Os que não tiveram abuso sexual ,alguns sofreram problemas de relação paterna, a ausência do pai, um pai muito bravo ou um pai explosivo. Então tudo que o menino queria ouvir do pai ele acaba ouvindo de outro menino, então cria-se um transtorno. E é por isso, no meu pensamento, que a homossexualidade não é doença. A homossexualidade é um fenômeno comportamental, e se é comportamento cabe ao psicólogo estudar e analisar este comportamento.

 

 

BT: Sobre o projeto “CURA GAY” em uma de suas entrevistas você afirma que eles, os homossexuais querem desconstruir o seu posicionamento. O que você quer dizer com isto?

Deputado: Este projeto foi rotulado de maneira mentirosa pela mídia e a comunidade GLBT  (gays, lésbicas, bi e trans)  aproveitaram aquele momento para falar para todo mundo que era cura. Fizeram piadinhas, porque é isso que as pessoas fazem quando encontram uma pessoa de bem que tem um bom projeto. Como disse acima: Eles querem desconstruir. No Brasil se faz isso sempre! Inclusive no Brasil tem uma ala de esquerda muito pesada e eles sabem exatamente como desconstruir as ideias. Isso se chama Stalinismo. Isto aconteceu  na época das grandes guerras da Europa (ocidental x oriental), quando ensinavam: quer destruir o seu adversário? Exponha ele ao ridículo. Primeiro deboche dele publicamente, conte uma mentira muitas vezes, porque a mentira vai se tornar verdade. E foi isso que a grande imprenssa brasileira fez comigo naquele momento.

 

BT: Falando em uma grande mentira, o ator Alexandre Frota declarou no programa Rede TV que já foi seu namorado. O que tem a dizer?

Deputado: Se você procurar na própria Internet aonde tem vídeos dele, tem um vídeo dele na própria Bandeirante e na Jovem Pan, ele dizendo: “gente aquilo que eu falei foi  uma mentira”. E ele mesmo, o Frota, chama de idiota as pessoas que acreditaram.

 

BT: Mas você respondeu às declarações do ator?

Deputado: Eu não respondi. Primeiro porque todo mundo queria pegar uma carona na minha fama.Todo mundo que fala de mim é para a mídia.E eu sabia que naquele momento esse cidadão ia querer isso. Segundo porque não sou burro e sabia que era uma brincadeira de mal gosto. Mas apenas uma brincadeira. E não merecia resposta.Se eu respondo desceria ao nível dele. E eu estou muito além disso. Sou um pai de família, sou casado a 21 anos,muito bem casado, e tenho 3 filhas. Eu nunca o vi, nem o conheço. Mas tenho orado pela vida dele.

 

BT: Quanto ao seu histórico como homem político?

Deputado: Sou um parlamentar ficha limpa, não tenho nenhum tipo de restrição.Embora ter passado por essa superexposicão da mídia, com muitas mentiras.O tempo mostrou para todo mundo quem eram os mentirosos e quem eram os radicais de verdade e os intolerantes. Hà 2 semanas atrás colocaram um vídeo na Internet onde eu estou dentro de um avião e veio um grupo de meninos junto da comunidade gay,dançando e batendo no meu rosto,querendo me afrontar dentro de um vôo. E eu como sou cristão,sou um homem de equilíbrio,quieto estava,quieto fiquei.Eles colocaram esse vídeo na Internet,o vídeo passou de 2 milhões de acesso,tentando me humilhar.Só que isto trouxe uma revolta da população brasileira contra eles dizendo:o deputado está certo.Ou seja,o tempo mostra a verdade.E eu tenho paciência”.

 

BT: Quanto às frases de racismo e outras que estão postas na Internet com a sua foto. O que tem a dizer?

Deputado: Nunca disse essas frases. A Internet hoje é um veículo perigoso.No auge de tudo que aconteceu,como a comunidade gay é muito militante,eles são muito fortes na Internet.Foi criado Facebooks,Twitters falsos, e colocaram a minha foto como se fosse eu.Inclusive eu entrei com uma ação Justiça Federal com mais de 100 frases extremamente racistas.Uma dessas frases fez a Xuxa falar que eu era um monstro.Eu ia processá-la.Quando li a frase eu disse: eu nunca disse isso. Procuramos a Internet e tinha um Facebook com a minha foto com 100 frases extremamente racistas.Isso é uma mentira,de uma deselegância,uma bacharia sem tamanho,tanto é que eu nunca processei ninguém.

 

BT: Você mistura sua posição de Pastor com a de Deputado?

Deputado: Sim! São inseparáveis. Tudo isto despertou um Brasil conservador, porque 88% do povo brasileiro é cristão. Todos confessam a fé cristã. E o cristão ele é por natureza conservador. Deus fez o homem e a mulher. O que as pessoas fazem em quatro paredes é de fora o íntimo delas. Se a pessoa quer tranzar com quem quer que seja,é um direito dela, mas que ela faça em quatro paredes. Eu não vou me meter na vida de ninguém por isso. Agora, quando querem pegar isso, sair de quatro paredes e colocar aqui na minha frente, na frente das minhas filhas, aí eu vou lutar. Porque eu dou um ensinamento diferente as minhas filhas.As pessoas me rotularam de maneira errada. Eu permaneci! Eles viram a força e isso me fortaleceu politicamente. A imprensa quis me destruir. Hoje a própria imprensa diz que se o ano que vem eu vier a me candidatar a deputado, eu não vou ter dois mil votos, vou ter um milhão de votos. Os partidos hoje, todos me querem, o governo me respeita Porque o que falta no mundo são políticos de posicionamento.O povo está cansado de gente que chuta com dois pés. Ou seja, se estou com você estou a seu favor, eu viro ali, sou a favor dele. Esse tipo de politicagem dá nojo e é por isso que o mundo está como está. As pessoas precisam de homens e mulheres que tenham determinação e ideologia E eu tenho uma ideologia! A minha ideologia é baseada na filosofia cristã e eu creio nisto. Do meu lado, tem dois bilhões e meio de pessoas no mundo,  que crêem na mesma filosofia.

 

BT: Qual a sua postura sobre tudo o que foi dito de você até agora?

Deputado: As pessoas falaram para desconstruir a minha imagem. O brasileiro acredita em tudo que ouve e lê. Não procura saber a fonte, porque se a pessoa procura saber a fonte, é simples. Você já viu a foto da minha família? O meu pai é negro, dois metros de altura. Nunca fui preconceituoso, nunca fui racista, nunca fui homofóbico. Homofóbico é quem pratica violência contra alguém de uma orientação sexual diferente. Eu convido alguém a provar que eu pratiquei algum tipo de violência Eu sou o primeiro deputado da direita do mundo a ser eleito por uma Comissão de Direitos Humanos. E isto para os esquerdistas isso foi uma afronta. Pois como uma pessoa que tem convicções que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não deve haver, pode ser o presidente, se há 18 anos o país luta por isso?

Fonte: Brazilian Times