Publicado em 23/10/2013 as 12:00am

Quatro brasileiros quase morrem ao tentar entrar nos EUA

Quatro brasileiros quase morrem ao tentar entrar nos EUA

Eles caíram de um barco que quase virou na região costeira do sul da Flórida

 

da redação

O desejo de entrar nos Estados Unidos faz com que alguns imigrantes paguem muito dinheiro aos traficantes de pessoas e alguns deles chegam a empenhora casas e outros bens. Foi justamente isso que aconteceu com um grupo de pessoas que tentou entrar no país através a região costeira.

Segundo informações divulgadas pelo Tribunal Federal sobre um naufrágio ocorrido dia 10 deste mês, pode-se perceber o quanto os imigrantes são humilhados e explorados pelos traficantes de pessoas. Detalhadamente, o documento revela a angústia e desespero de quem "tenta qualquer coisa e pagam qualquer valor para entrar nos Estados Unidos ". 

No relatório relata que já era a oitava tentativa dos 11 imigrantes que estavam no barco que quase afundou ao sul da Flórida. Este grupo estava sendo mantido em cativeiro havia mais de três meses e alguns começaram a reclamar pela demora em entrar nos EUA. Os imigrantes estavam longe de casa, longe dos familiares e distribuídos nas mãos de vários traficantes de pessoas de Nassau e Freport, nas Bahamas. "Eram tratados como gado sendo levados de um lado a outro", afirmou o documento.

Um dos traficantes, identificado apenas como Michael, era bastante rude com as pessoas e dizia não ser psicólogo, quando algum imigrante reclamava. "Eu sou apenas um distribuidor de drogas", disse ele.

 

 

DETALHES

O documento relata detalhes importantes desta viagem. Por volta das 6:30 a.m., os 11 imigrantes (quatro brasileiros, dois equatorianos e cinco haitianos) foram levados até uma casa próxima ao mar. Em seguida, um barco de pesca se aproximou e todos embarcaram nele.

O piloto do barco, identificado por Mikey, passava a assumir o comando do grupo. Alguns imigrantes estavam preocupados pois nem todos sabiam nadar. Mas Michael prometeu que todos chegariam em segurança aos EUA. Mas não foi bem isso que aconteceu, pois a viagem foi descrita como muito difícil e perigosa.

Mikey deu ordem aos seus passageiros que saíssem do barco assim que ele atingisse o litoral. Quando estava se aproximando da costa, ele mandou que todos fossem para um lado do barco e em seguida pulassem na água para chegar à terra.

Mas assim que os imigrantes mudaram de lado, o barco quase virou e as pessoas caíram na água. Entre elas estava uma brasileira que conseguiu nadar até terra firme. Segundo informações, ela teria pago cerca de US$17 mil (pouco mais de R$ 36 mil). Em junho ela iniciou a viagem do Brasil para o Panamá e de lá seguiria para um ponto de travessia. Mas os traficantes mudaram a rota, levando-a para Nassau e exigindo mais US$4 mil (pouco mais de R$ 8.500,00) para seguir viagem.

Outra mulher, também brasileira, que não sabia nadar caiu na água e ficou embaixo do barco, quase se afogando. Ela teria combinado pagar, segundo informações, US$ 15 mil (pouco mais de R$ 30 mil). Mas ao chegar nas Bahamas, Michael exigiu mais US$6 mil (pouco mais de R$ 13 mil) para levá-la até os Estados Unidos. A sorte é que o local não era muito fundo e todos conseguiram se salvar.

Os imigrantes foram obrigados a pagar uma taxa de US$100 (pouco mais de R$ R$ 200) ao capitão do barco, Mikey. As autoridades foram notificadas e assim que os imigrantes chegaram em terra firme, por volta de 10:30 a.m., foram surpreendidos pelos agentes da Patrulha de Fronteira. Todos foram detidos e levados sob custódia

Depois que eles foram ouvidos pelas autoridades, uma equipe foi colocada para encontrar a embarcação. Por volta das 11:25 a.m., um avião avistou o barco embarcação que estava cerca de 17 milhas a leste de Palm Beach County, seguindo em direção ao leste . A unidade marítima escritório do xerife o abordou e prendeu o capitão, que foi indentificado por Mackey Livingstons Cooper, 54 anos.

Ele enfrentará acusação de traficar e abrigar imigrantes e poderá pegar até 10 anos de prisão se for condenado. Cada um dos 11 imigrantes será processado por tentar entrar ilegalmente os EUA e depois deportado aos seus países de origem.

Fonte: Brazilian Times