Publicado em 2/11/2013 as 12:00am

Mineiro afirmar sofrer racismo em universidade americana

Mineiro afirmar sofrer racismo em universidade de MA

Cláudio de Almeida, natural de Minas Gerais, procurou a imprensa para denunciar que vem sofrendo perseguição pelos diretores da Salem StateUniversity, onde ele estudava até o dia 13 de novembro. Segundo as informações dadas por ele ao jornal Achei USA. tudo começou quando resolveu reclamar para a coordenação sobre o comportamento de uma professora e escreveu uma carta alertando a faculdade. Almeida foi suspenso e até recebeu a visita da polícia em seu local de trabalho. "Eu trabalho nesse país há 13 anos investindo na minha educação e estou sendo pisoteado", reclamou ele, que está proibido de ir para qualquer campus ou propriedade da Salem StateUniversity, em Massachusetts. Desde 2010, Cláudio frequentava a universidade americana, sendo que em 2012 resolveu trocar o curso de Marketing pelo curso de Enfermagem. Segundo ele, tudo ia bem até setembro deste ano quando a faculdade recebeu uma nova docente. Mesmo com outros alunos já tendo reclamado da atitude dos professores do curso, essa foi a primeira vez que Cláudio teve problemas. "Outro aluno que não concordava com a atitude dos professores resolveu deixar a faculdade. Não é de estranhar os casos de violência que já ocorreram em outras universidades desse país", alerta o mineiro que mora nos EUA desde 2001. Ele conta que a professora recém-chegada proibiu os alunos de enviar qualquer tipo de comunicação com ela, além de ter falado abertamente que já havia conseguido a expulsão de um ex-aluno em um episódio em que ela teria mentido. Outra professora-assistente teria feito depoimentos racistas em classe. Após fazer uma reclamação formal contra as atitudes da docente alertando a faculdade que a pressão sobre os alunos poderia fazer da entidade uma nova Virginia Tech, a coordenação entendeu que Almeida estaria fazendo ameaças. "Eles são paranoicos. Eu alertei a universidade e eles estão distorcendo minhas palavras", reclama o brasileiro que foi chamado para uma reunião no dia 27 de novembro, mas teve medo. "Eu só volto lá se for com um advogado", disse ele. O mineiro ainda reclama da atitude da escola em enviar a polícia até seu local de trabalho ? Almeida é assistente de enfermagem em um hospital em Massachusetts ? para lhe entregar em mãos uma carta afirmando que ele não é bem-vindo na escola. "Isso foi feito na presença de meu supervisor, diretor de recursos humanos e colegas. Fui humilhado!", revela. Antes desse episódio, a Salem StateUniversity enviou seguranças da escola para visitar o mineiro no trabalho e fotografá-lo, mesmo sem o consentimento dele. Claudio garante que vai recorrer à justiça até que possa provar sua inocência. A assessoria de imprensa da Salem StateUniversity informou que o caso está sendo monitorado por sua assessoria jurídica e por enquanto nada será divulgado.

Fonte: (da redação)