Publicado em 2/11/2013 as 12:00am

Remédios e álcool pode ter causado morte de mineiro

Remédios e álcool pode ter causado morte de mineiro

Na noite de sexta-feira (22), o brasileiro Eduardo Resende, de 35 anos, natural de Uberaba (MG), residente em Orlando (FL), saiu para ser divertir, voltou para casa de madrugada, dormiu e não acordou mais na manhã de sábado (23). Segundo Kátia Resende, de 33 anos, natural de São Paulo, residente na área conhecida como MetroWest, na região metropolitana de Orlando, provavelmente, a causa da morte súbita do ex-esposo tenha sido a ingestão de vários remédios controlados e álcool. O casal estava separado há cerca de 1 mês e Eduardo havia mudado-se para outra residência. Influenciados pelo mito popular de que o álcool simplesmente "corta" o efeito dos medicamentos, inúmeros brasileiros brincam de roleta russa sem saber, especialmente quando essa combinação inclui remédios controlados que, as vezes, pode ser fatal. Conforme Kátia, Eduardo pode ter combinado remédios antidepressivos, bebidas alcóolicas e energéticas e a ingestão de pílulas contendo o componente químico "Tadalafil", comercializado com o nome de "Cialis", utilizado em casos de disfunção sexual (ereção). As autoridades ainda não divulgaram os resultados da autopsia do brasileiro. O "Cialis" recebeu entre seus usuários o apelido de a "pílula do final de semana", pois seus efeitos duram até 36 horas, em contraste com os medicamentos "Viagra" e "Levitra", cujas propriedades se extendem por até 8 horas. "Eu quis contar a história dele para que a sua morte não seja em vão, pois muita gente mistura medicamentos com bebida alcóolica e acha que nada vai acontecer, mas acontece", disse Kátia ao jornal Gazeta News. "Ele sofria de depressão; já tinha ido ao Brasil fazer tratamento e estava indo de novo em dezembro, mas não acredito que tenha sido um caso de suicídio. Ele cometeu esse erro que muitos cometem achando que não acontece nada", acrescentou. Ela especulou que Eduardo possa ter sofrido uma parada cardíaca enquanto dormia. Casada com Resende há aproximadamente 3 anos, Kátia revelou que a depressão sofrida pelo ex-marido foi a causa da separação e adiantou que realizará uma missa em sua homenagem e cremará o corpo. Brincando de roleta russa Algumas pessoas acreditam que as bebida alcoólicas "cortam" o efeito dos medicamentos e, por causa disso, a combinação seria proibida. Só que não é bem assim: na maioria dos casos, o álcool não interfere na ação dos remédios. Duas latas de cerveja não vão cortar o efeito de um analgésico, por exemplo. Mas basta exagerar no número de copos para comprometer a ação de um antibiótico. Existem dois tipos de antibióticos que não devem ser misturados com bebidas: o metronidazol e o tinidazol, usados para combater infecções ginecológicas e gástricas. Mas o perigo mora mesmo na mistura do álcool com drogas para tratamento de problemas neurológicos e psiquiátricos. Além de ter efeito depressivo sobre o sistema nervoso central, o álcool pode potencializar a ação de certas substâncias, elevando o risco de perda da coordenação motora e mental. Casar alimentos e remédios é algo tão complexo quanto fazer dar certo aqueles pares formados por sites de relacionamento. Nutrientes dos alimentos e fármacos não conversam um com o outro, brigam entre si, se anulam, se potencializam. Em alguns casos, recomenda-se a administração do medicamento com o estômago cheio: analgésicos como o ácido acetilsalicílico irritam a mucosa do estômago. Já os comprimidos para tratamento de distúrbios da tireoide devem ser ingeridos em jejum absoluto. Remédios anticoagulantes podem perder eficácia se combinados com uma dieta rica em legumes e verduras com vitamina K. A ingestão de alimentos gordurosos retarda o efeito dos remédios contra disfunção erétil. E por aí vai. Algumas combinações são bem inofensivas, mas beber demais e tomar antibióticos pode trazer sérios problemas à saúde.

Fonte: (da redação)

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