Publicado em 22/11/2013 as 12:00am

Produtos para doação estão barrados no porto do Rio de Janeiro

Produtos para doação estão barrados no porto do Rio de Janeiro

O pastor Walter Mourisso, responsável pelo envio da mercadoria, está no Brasil há dois meses tentando resolver o problema

 

Da redação

No ano passado, o pastor evangélico Walter Mourisso iniciou uma campanha para arrecadar brinquedos, roupas e outros artigos, os quais seriam doados para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais  (APAE), na cidade de Guanhães (Minas Gerais). Depois que ele coletou uma grande quantidade de doações, contratou um container para o transporte do material até o Brasil.

Mourisso, que ainda não quer citar o nome da empresa contratada, disse que apresentou toda a documentação provando que se tratava de uma doação, mas os funcionários da transportadora preencheram a papelada como se fosse um envio normal. Diante disso, a Receita Federal bloqueou o container assim que ele chegou ao porto do Rio de Janeiro.

Assim que soube do corrido, Mourisso tentou resolver o problema ainda nos Estados Unidos, entrando em contato com o proprietário da transportadora, mas não obteve sucesso. “No início eles me atendiam e davam várias desculpas, mas com o passar do tempo, deixaram de responder às minhas ligações”, explica.

Ao perceber que não conseguira resolver a situação através da transportadora, Mourisso decidiu ir ao Brasil e falar diretamente com a Receita Federal. O container foi enviado há cerca de oito meses, sob a promessa de que em menos de quatro meses estaria tudo na sede da APAE.

Mourisso explica que várias desculpas foram dadas para a não liberação do container. Primeiro, segundo ele, o fato de ter enviado uma doação utilizando o seu próprio CPF teria sido o problema. Mas logo depois que resolveu esta exigência, mais um empecilho lhe foi apresentado. Um agente da Receita Federal afirmou que cadeiras de rodas motorizadas não podem entrar no Brasil sem passar por uma série de inspeções.

O pastor está há cerca de quatro meses no Brasil tentando resolver o problema e neste tempo já gastou em torno de R$ 30 mil. “Queria tranquilizar as pessoas que aguardavam pelas doações que tudo será resolvido e em breve o material estará à disposição da APAE”, explica.

Fonte: Brazilian Times