Publicado em 17/12/2013 as 12:00am

Brasileiro da área da Educação é aceito pela Harvard

Brasileiro é admitido por Harvard e quer trabalhar na área da educação

Pelo menos um brasileiro está entre os 992 estudantes do mundo todo admitidos para a nova turma da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que começa as aulas em agosto de 2014 e se forma em 2018. Henrique Vaz, de 17 anos, morador de São Paulo é o mais novo brasileiro a receber um "sim" de uma das universidades mais importantes do mundo. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (13), porém só os candidatos têm acesso, não há uma lista aberta ao público. O estudante também passou para a segunda fase do vestibular da Fuvest para economia. Harvard faz as seleções em dois momentos. Nesta etapa, chamada de "early action", os candidatos tinham de enviar o application (espécie de vestibular americano) até o dia 1º de novembro. Um total de 4.692 estudantes fez isso. Desses, 3.197 serão novamente avaliados na segunda etapa, o nome é "regular action", com os demais candidatos que aplicarem até 31 de dezembro. O resultado do processo regular sai em março. Ambas as seleções são para formar as turmas que iniciam as aulas em agosto. "Esta fase é mais arriscada porque só aprovam quem eles têm certeza que passaria na seleção regular. O resultado chegou numa sexta-feira 13, mas foi em boa hora, uma semana antes do meu aniversário de 18 anos", diz Henrique, que cursa o terceiro ano do ensino médio no Colégio Etapa, em São Paulo. O estudante soube do resultado por meio de um email enviado por Harvard. Em seguida, fez um login no site da universidade e encontrou um vídeo com uma mensagem de boas vindas gravado por Mark Zuckerberg, um dos fundadores do Facebook e ex-aluno da instituição. Henrique ainda tem dúvidas na escolha do curso. Pensa em economia, ciências políticas, matemática e até ciências da computação. Nos Estados Unidos esta indecisão não é nenhum problema, lá o estudante pode cursar a universidade, optar por algumas disciplinas e em até dois anos decidir o curso. "Em Harvard qualquer área que eu escolha vou estar bem, porque a universidade é muito boa em todas. Além disso tenho muitos amigos lá, o que acaba me "puxando". Até comemorei a aprovação com eles via skype." Se a carreira a seguir ainda é incerta, os planos para o futuro estão traçados: Henrique quer trabalhar com educação. "Tenho um sonho muito grande de trabalhar no Ministério da Educação, por isso pretendia fazer economia e ciências políticas." Henrique ainda vai aplicar para outras importantes universidades americanas como Duck, MIT, Stanford, Yale, Columbia, Princeton, entre outras, e ainda precisa saber qual será os outros resultados para saber onde vai estudar. A matrícula geralmente é feita no mês de maio. O jovem também vai precisar ter os retornos dos pedidos de bolsa estudo para se decidir. Nos Estados Unidos as bolsas são oferecidas de acordo com as condições socioeconômicas da família do estudante. Para Henrique, um dos pontos forte de seu application foi a variedade de suas atividades extracurriculares. A seleção americana inclui prova em inglês, cartas de recomendação, redações, entrevista e análise de atividades realizadas além da vida escolar do estudante. Trabalhos voluntários e participação em olimpíadas, por exemplo, são bem vistos pelos avaliadores. O jovem criou há cinco anos o projeto Vontade Olímpica de Aprender (VOA) que oferece aulas gratuitas para alunos de escolas públicas de São Paulo que desejam participar de olimpíadas do conhecimento. Atualmente são 120 alunos e os professores são voluntários. "O meu diferencial é que exploro todas as áreas, além do VOA, participo de olimpíadas, tenho uma banda, canto no coral da escola e participo de eventos de simulações das Nações Unidas. O que me ajudou também foi que meus professores escreveram cartas excepcionais e tive o apoio do Prep Program [programa da Fundação Estudar que prepara os candidatos]", afirma. Brasileiros nos Estados Unidos No ano letivo de 2012 a 2013, 10.868 universitários brasileiros estavam matriculados em faculdades ou universidades do Estados Unidos, segundo dados do Instituto de Educação Internacional (IIE, na sigla em inglês). Houve um aumento de 20,4% em relação ao ano anterior, quando 9.029 matrículas de brasileiros foram registradas. O Brasil é o 11º país que mais enviaram universitários aos Estados Unidos. O primeiro é a China.

Fonte: (da redação)