Publicado em 8/01/2014 as 12:00am

Filipe Wolf entra 2014 esperando por doador

Filipe Wolf entra 2014 esperando por doador

Depois de ter passado por um transplante de fígado no dia 08 de outubro, o pequeno Filipe Wolff espera o prazo para entrar novamente na fila de espera por um doador de medula óssea. Isso porque, segundo as normas médicos, é preciso pelo menos seis meses para analisar se o novo fígado está agindo bem e se adaptou ao organismo do menino. Durante as festas de final de ano, a mãe do garoto, Evelyn Coppo concedeu uma entrevista à emissora de rádio 650AM e falou de sua felicidade em poder passar o Natal mais alegre, depois de quatro anos. "O Filipe está se recupera muito bem do transplante e estamos contentes por ele estar sadio nestas festas", disse. Ela acrescentou que o menino está crescendo de maneira normal e ganhando peso, o que significa que sua saúde está cada vez melhor. "Ele se alimentou bem, brincou e não reclamou de dores", continua ressaltando que ele recebe, semanalmente, o acompanhamento necessário para ter uma recuperação saudável. Agora, segundo ela, é cumprir o protocolo médico e esperar pelos seis meses determinado para uma análise se o fígado reagiu bem ao transplante. "Depois disso é quem ele terá o seu nome colocado na lista de espera pelo doador de medula óssea", explica ressaltando que este será o passo mais difícil. Evelyn fala que tem recebido um apoio grande por parte da comunidade brasileira nos Estados Unido e que o maior desafio agora será encontrar o doador. "Quanto às despesas financeiras, graças a Deus, estamos tendo muita ajuda, mas o que precisamos agora é que esta história seja divulgada não apenas no Brasil e neste país, mas em todo o mundo, pois o doador pode estar em qualquer lugar", se emociona. Na busca por um doador de medula óssea compatível com Filipe, a família do menino está recebendo o apoio da Fundação Icla da Silva (www.icla.org), sediada em Nova York. A HISTÓRIA O pequeno Filipe foi diagnosticado com Histiocitose das Células de Langerhans (LCH), uma doença rara, que geralmente ocorre em crianças, predominantemente meninos, mas pode surgir em adultos. A LCH é uma doença sistêmica associada à proliferação e acúmulo (normalmente em granulomas) de células de Langerhans em vários tecidos. Ela pode se manifestar de formas diferentes; o que dificulta o diagnóstico. Não se sabe ao certo de como e por que ela aparece, infelizmente, não há muitos estudos sobre a doença; o principal tratamento disponível é a quimioterapia. O osso é o órgão mais frequentemente afetado (80% dos casos), seguido pela pele (35% dos casos) e depois pela glândula pituitária (25% dos casos). Em 15% a 20% dos casos pode acometer pulmões e fígado, resultando nas formas mais graves da doença. Já em adultos, o órgão comumente afetado é o pulmão. A LCH é uma doença grave, porque ao longo prazo pode comprometer o sistema neurológico (2% dos casos) e hematopoiético (pulmões e fígado), consequentemente provocando surdez, insuficiência respiratória ou hepática, diabetes insipidus, deficiência da hormona de crescimento e síndrome cerebelar, ColangiteEsclerosante (fígado), entre outros problemas.

Fonte: (Luciano Sodre)