Publicado em 22/01/2014 as 12:00am

Startup mineira de vídeos 'importa' alunos do MIT

Startup mineira de vídeos 'importa' alunos do MIT para ajudar nos negócios

Resolver os problemas ou traçar os novos rumos de uma startup não são tarefa simples, mas as coisas ficam mais fáceis se o Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês) te der uma mãozinha. A mineira Samba Tech participa há sete anos de um programa de consultoria da entidade e, por três semanas, "importa" quatro dos alunos de um dos maiores polos de tecnologia do mundo. A passagem desses estudantes de pós-graduação pelos escritórios da startup, em Belo Horizonte, ocorre em janeiro, mas, nos três meses anteriores, o contato é feito por videoconferências. Em 2013, as quatro estudantes têm em seus currículos passagem por estúdios de cinema como a Dreamworks, por bancos de investimento como o JP Morgan, e por empresa de marketing digital como a Hubspot. Em anos anteriores, um estudante que depois virou diretor da Amazon passou pela Samba. A consultoria a startups é parte do processo para concluir o curso de MBA da Escola de Administração do MIT, universidade de Boston, nos Estados Unidos. Com 80 clientes em toda a América Latina, como Boticário, Unimed, Localiza e Estácio de Sá, e vários produtos, a Samba Tech já passou por processos de spin-off (que originam outras empresas) e decidiu criar uma holding para reunir essas várias companhias. A ideia para isso só pode ser concretizada graças a esses alunos, afirma Pedro Filizzola, diretor de marketing da Samba Tech, ao Blog Start.up. "Se a gente estiver com alguma dificuldade, os alunos tentam nos ajudar com sua expertise, porque muitos deles já trabalharam em grandes empresas", explica. "Como são sete anos, esses grupos ajudaram a gente em diversos pontos da nossa trajetória", conta. "Teve um grupo de meninas que ajudou a gente a arrumar a casa, dado o crescimento. Como crescemos rapidamente, o objetivo era: 'como estruturar a empresa sem burocratizá-la?'", conta Filizzola. "Um dos grupos ajudou a gente a construir o nosso primeiro produto, que é nosso carro chefe hoje, a plataforma de vídeos on-line." Para o executivo, são três os benefícios da ponte aérea Boston-BH. "O primeiro é o marketing: a gente é chancelado por um dos principais institutos de tecnologia do mundo. Isso traz certo reconhecimento pra empresa. O lado de estratégia também, o legado que esses alunos deixam após o término do projeto e que a gente implementa no nosso dia a dia. Isso tem ajudado a definir o futuro da empresa. E o outro é pessoal. Poxa, eles estão em um dos principais polos de tecnologia do mundo, já trabalharam em grandes empresas." A entrada no programa do MIT ocorre de uma forma casual como as decisões em uma startup. Gustavo Caetano, o fundador da Samba Tech, realizava cursos em Boston e, em um aeroporto, se sentou ao lado do diretor responsável no instituto pela iniciativa, que o incentivou a participar.

Fonte: (G1)