Publicado em 9/02/2014 as 12:00am

Justiça dos EUA manterá em abrigo filha de brasileira

Justiça dos EUA decide manter em abrigo filha de brasileira presa

A Justiça norte-americana determinou, nesta quinta-feira (6), que a filha da pernambucana Karla Janine Albuquerque, 43, presa há 22 dias nos Estados Unidos por descumprir uma ordem judicial, continue sob a custódia do estado. Desde que a mãe foi detida, a menina de 6 anos está em um abrigo mantido por uma família cadastrada junto ao Department of Children and Families (DCF), espécie de conselho tutelar do País. Com a decisão, a Corte negou repassar a guarda da criança para um casal amigo de Karla. No entendimento do Poder Judiciário americano, a garota já está adaptada ao novo lar.

A brasileira acusa o ex-marido, Patrick Joseph Galvin, de ter cometido crime sexual contra a menina. No entanto, sem comunicar à Justiça, ela mudou-se da Flórida para o Texas com a filha, impedindo que o pai a visitasse e acabou detida por não obedecer à determinação. Nesta quinta, a Corte também informou que uma nova audiência, marcada para 26 de março, vai avaliar a situação de Karla. A Justiça ainda ordenou que Patrick seja avaliado por um psicólogo indicado pelo estado.

egundo a Delegacia da Flórida, o pai da criança foi condenado por um crime em 1996, mas não chegou a ser preso – passou cinco anos em liberdade condicional e atualmente não cumpre nenhum tipo de pena, mas segue sendo investigado. Ele foi incluído na lista de “sexual ofender” por ter apresentado comportamentos inadequados, sem ter necessariamente consumado um estupro.

No último dia 31 de janeiro, o Itamaraty concedeu cidadania brasileira à menina. O documento deve facilitar o acesso da representação diplomática à criança, junto às autoridades texanas. Além de acionar o Ministério das Relações Exteriores, a família de Karla, que vive no Recife, já pediu auxílio ao governo de Pernambuco e à Ordem dos Advogados do Brasil. Os parentes estão com dificuldade de obter informações sobre Karla e a filha e não podem arcar com todas as despesas referentes aos serviços jurídicos nos Estados Unidos.

Fonte: (g1)