Publicado em 10/02/2014 as 12:00am

Mercado reduz de novo estimativa de inflação para 2014

Mercado reduz de novo estimativa de inflação para 2014


Os economistas do mercado financeiro reduziram pela segunda semana seguida a estimativa para a inflação deste ano. A previsão agora é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegue ao final de 2014 em 5,89% – na semana passada, a expectativa era de uma taxa de 6%. Os dados fazem parte do Focus, relatório de mercado divulgado pelo Banco Central e fruto de pesquisa com mais de cem instituições financeiras.

Com a nova revisão, a estimativa dos analistas é de que a inflação deste ano fique menor que a registrada em 2013, de 5,91%. Para 2015, a expectativa dos analistas para a inflação ficou estável, em 5,7%.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC tem que calibrar os juros para atingir metas preestabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a inflação tem de ficar em 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Taxa de juros
Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter subido, em janeiro, a taxa básica de juros da economia brasileira para 10,50% ao ano, o mercado manteve, na semana passada, a expectativa de que a Selic voltará a subir em fevereiro deste ano para 10,75% ao ano. Para o fechamento de 2014, porém, a previsão dos analistas para a taxa de juros subiu de 11% para 11,25% ao ano e, para o final de 2015, avançou de 11,88% para 12% ao ano.

Crescimento do PIB
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão dos economistas recuou de 1,91% para 1,9% na semana passada.

O crescimento previsto para 2014 é cerca de metade do estimado no orçamento para o próximo ano – de 3,8%. Para 2015, a perspectiva de expansão da economia brasileira permaneceu em 2,20%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz.

Fonte: (g1)